PIPA 2023, visita guiada, foto: Fabio Souza

Arquivo PIPA: Veja o vídeo da montagem da exposição dos Premiados do PIPA 2023 com falas dos quatro artistas

O Prêmio PIPA não é apenas uma premiação que ocorre em um momento específico do ano: é também uma plataforma repleta de material sobre arte contemporânea brasileira. Assim, o PIPA funciona como uma fonte de pesquisa para curadores, artistas, professores, por contar com vídeos, textos, entrevistas, imagens de obras, currículos, catálogos disponíveis gratuitamente, e muito mais.

Pensando em circular cada vez mais esse material, vamos compartilhar toda semana, às quintas-feiras, algum vídeo de nosso extenso arquivo, convidando o público a mergulhar nos demais conteúdos. Nesta aba, por exemplo, você pode consultar os vídeos por ano, e nesta aqui, por técnica do trabalho. Ambas as abas, e outras, estão contidas na aba “Vídeos”, no topo do site.

Para esta semana, selecionamos o vídeo da montagem da exposição dos Premiados do PIPA 2023 – Glicéria TupinambáHelô SanvoyIagor Peres e Luana Vitra. O vídeo é mais um registro desse momento tão importante em cada edição do Prêmio, mas também constitui um material de pesquisa sobre o trabalho dos quatro artistas, já que eles compartilham informações sobre as obras que integram a mostra. Para além de explicações sobre suas produções individuais, cada um comentou também o que significou a escolha como Premiado do PIPA. Aproveitamos para lembrar que a exposição dos Premiados deste ano será realizada mais uma vez no Paço Imperial, e o anúncio dos nomes escolhidos desta edição será publicado em breve, no dia 31 de maio. Conheça os Artistas Participantes de 2024 e visite suas páginas aqui.

Em sua fala, Helô Sanvoy (Goiânia, GO, 1985), cuja produção aborda a perpetuação de violências históricas, abordou diversas obras, em suportes variados, de sua pesquisa sobre o Pau-brasil. Junto a elas, também estava a fotografia da performance “Empelo”, que foi posteriormente realizada na abertura da exposição no Paço Imperial – na performance, o artista faz uma extensão de seu cabelo com tranças de couro e tenta sustentar seu corpo no ar, perpendicularmente, apenas por essa junção de cabelo-tranças, presa à parede por um gancho.

Já Iagor Peres (Rio de Janeiro, RJ, 1995) contou sua proposta de trazer à exposição do PIPA um trabalho cujo cerne fosse a invisibilidade, mas que não fosse um segredo. Assim, o artista pesquisou fatores que explicitassem que a ideia de espaço é ilusória, e que as coisas estão conectadas. Com isso, ele chegou na instalação chamada “Tremor”, e levou ao Paço Imperial, também, uma estrutura composta apenas de solda sobre solda, nomeada “Espectro I”.

Glicérie Tupinambá (Buerarema, BA, 1982) compartilhou sobre os processos de feitura do Manto Tupinambá, que tem autoria coletiva, já que sua realização se dá em comunidade, com a participação das crianças, dos pássaros, do cosmo e dos sonhos. Para a mostra, ela apresentou uma espécie de teia de pensamentos sobre os processos e as pesquisas envolvidas na recuperação da técnica e também no rastreio histórico dos mantos. Outro trabalho, uma espécie de rede vermelha, é a estrutura do manto, explicitando os nós envolvidos em sua criação.

Em sua fala, Luana Vitra (Belo Horizonte, MG, 1995) destacou sua origem de Minas Gerais, ressaltando que é um estado marcado pela presença mineral, e que ela é estruturada do mesmo material que estrutura a terra. A artista, que trabalha com metais, estabelece, no vídeo, sua relação com o ferro, seu interesse por armadilhas, e situa seu trabalho entre a ideia de paciência e de violência. Nessa linha, entre as obras que levou ao Paço, estavam flechas que também eram lanças, por conta do tamanho, e trabalhos da série “Fio desencapado, isca de confusão”, que incluem anzóis.

Assista abaixo ao vídeo da montagem, produzido pela Do Rio Filmes:

Conheça mais sobre os Artistas Premiados do PIPA 2023 acessando suas páginas e baixando o catálogo do PIPA 2023, que conta com diversos materiais sobre cada um dos quatro, incluindo biografia, imagens de obras, texto crítico exclusivo e uma entrevista com Luiz Camillo Osorio.

Veja abaixo algumas imagens da exposição (fotos por Fabio Souza):

 



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