“Esqueleto: algo de concreto” discute apagamentos históricos

(Rio de Janeiro, RJ)

Com curadoria de Alexandre Sá, Analu Cunha, Ana Tereza Prado Lopes, André Carvalho, Marisa Flórido e Maurício Barros de Castro, a Pró-reitoria de Extensão e Cultura do Departamento Cultural da UERJ apresenta a exposição “Esqueleto: algo de concreto”.

De 15 de março a 09 de maio de 2024, o projeto ocupará as galerias Candido Portinari e Gustavo Schnoor com obras de 43 artistas de diferentes gerações e trajetórias, incluindo Ivani Pedrosa, André Vargas, Ayrson Heráclito, Diambe e tadaskía, Gustavo Speridião, Gustavo Torrezan, João Paulo Racy, Leila Danzinger, Letícia Parente, Paulo Nazareth, entre outros.

O núcleo da exposição é a devastação e os apagamentos simbólicos, conceituais, discursivos e físicos da história dos nossos corpos, bem como a obsolescência programada da memória, a partir de uma questão específica: a desapropriação da Favela do Esqueleto e a inauguração da UERJ – Campus Maracanã, no mesmo terreno, durante a ditadura civil-militar que, em 2024, completa 60 anos.

Pedrosa apresenta a instalação “Sinos para natureza”, da série Paisagem Possível. Peças compostas com elos de borracha coloridos, hastes e elipses de aço inoxidável, em frente ao prédio da Reitoria da UERJ. Composta com 116 peças, apresentando no seu formato compositivo uma referência visual às estruturas do prédio abandonado e invadido  que ficou conhecido até a década de 60 como ‘favela do esqueleto’, hoje pertencente à administração da UERJ.

Através da interseção entre arte e matéria, conceito e fruição, a artista propõe trazer ao público a possibilidade de ter o entendimento empírico da abrangência da contemporaneidade nas artes visuais, oferecendo, sem imposição, novas experiências ao perceber entre as ‘peças/fores’ reflexivas, a evocação da natureza e dos prédios ao redor estampados em suas superfícies, e assim brindarem o visitante com sons de ‘sininhos’ estimulados pelo vento.

A exposição também conta com duas ocupações: uma na Faculdade de Formação de Professores em São Gonçalo e outra no Instituto Politécnico de Nova Friburgo, evidenciando o interesse na expansão e descentralização da produção e pensamento artísticos. Marca também uma nova gestão preocupada em discutir e reconstruir coletivamente uma política cultural para esta universidade que seja de fato capaz de contribuir para outras produções do estado do Rio de Janeiro. 

Esqueleto: Algo de concreto
De 15 de março a 09 de maio de 2024

Campus Maracanã
Galeria Cândido Portinari e Gustavo Schnoor
Abertura: 14.03.2024 às 16h
Visitação: segunda a sexta, de 10h às 19h

Conversa com os artistas dia 04/04/24 às 15 h
Conversa com os curadores dia 18/04/24 às 15h


O PIPA respeita a liberdade de expressão e adverte que algumas imagens de trabalhos publicadas nesse site podem ser consideradas inadequadas para menores de 18 anos. Copyright © Instituto PIPA