Em “Três tempos”, Julia Arbex divaga sobre a temporalidade a partir do uso do carvão

(Belo Horizonte, MG)

Julia Arbex abre a exposição na Casa Fiat de Cultura, “Três Tempos”, exposição que divaga sobre a temporalidade, a partir do carvão, principal matéria-prima das obras expostas. Escolhida no 6º Programa de Seleção da Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura, a mostra fica em cartaz de 30 de janeiro a 24 de março, e apresenta duas séries que dialogam com o transitar das placas tectônicas, suas reconfigurações e as alterações territoriais no mundo. 

O carvão está presente no planeta antes mesmo dos seres humanos. É o material de desenho e de esboço mais antigo do mundo: desliza pelo papel e pode ser apagado sem deixar marcas. Em “Três Tempos”, a versatilidade desse material é explorada em diferentes formatos, propondo reflexões sobre o passado, o presente e o futuro. 

Para Fernanda Lopes, crítica de arte e pesquisadora que assina o texto curatorial da mostra, o tempo é o elemento fundamental desses trabalhos e o carvão ajuda a contar essa história, já que remete às origens dos primeiros desenhos e, na contemporaneidade, tem seus limites explorados em práticas como escultura, performance, vídeo e até instalação. “Nas duas séries, a imprevisibilidade e a impermanência são dimensões que se fazem presentes. Não só porque o carvão reage de maneiras diferentes ao papel e à água, mas também porque quando está flutuando, ele não fica imóvel, gerando desenhos que não podem ser controlados”, analisa.

“Três Tempos”, de Julia Arbex
Texto curatorial de Fernanda Lopes

Casa Fiat de Cultura
Praça da Liberdade, 10 – Funcionários, Belo Horizonte – MG
Ter – Sex, das 10h às 21h; Sab e Dom, das 10h às 18h



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