“Futuração”: ocupação traz festivais sonoros de todo o país para o Rio

(Rio de Janeiro, RJ)

O Centro Cultural Oi Futuro, localizado no Flamengo, no Rio de Janeiro, apresenta em abril uma nova marca: Futuros – Arte e Tecnologia, um festivais mais inovadores do Brasil. Numa ocupação artística batizada de Futuração – Festivais navegando todos os sentidos, que tomará integralmente a área expositiva do edifício entre 14 e 30 de abril, a instituição apresentará a multiplicidade de linguagens e a riqueza simbólica de oito festivais nativos das regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste. 

Construída em tom de manifesto, a ocupação coletiva Futuração reverbera as vozes dos festivais de todo o país e prevê um seminário durante o evento de abertura. Fazem parte da programação oficial os festivais Amazônia Mapping (PA), Se Rasgum (PA) + LabVerde (AM), Radioca (BA), Novíssimos (BA), Favela Sounds (DF), Latinidades (DF), MATE (RS) e Morrostock (RS).

Uma das galerias do prédio traz temas e obras ligados ao meio ambiente, sustentabilidade, mudanças climáticas e ecologia a partir de um viés amazônida, com trabalhos dos principais nomes da arte contemporânea que representam as muitas Amazônias de hoje: Astigma VJ (PA), Elisclésio Makuxi (RR), Evna Moura (PA), Keila Sankofa (AM), Marcia Kambeba (AM), Pv Dias (PA), Rafa Bqueer (PA), Roberta Carvalho (PA) e Uyra Sodoma (PA/AM).

De um lado da galeria, o público é convidado a mergulhar na poética dos artistas visuais e sonoros da Amazônia, através de projeções imersivas em 360º, que ocupam paredes, chão e teto. De outro lado, há uma instalação que dialoga com o folclore de Parintins. Resultado da imersão proposta durante a residência LabSonora, a instalação “Cabeças sonoras” é formada por paredes grafitadas com ilustrações do duo Curumiz e por cabeças estilizadas de animais icônicos da floresta, que ecoam o trabalho de artistas sonoros da Amazônia, como Wirawasu (AM), Elton Panamby (MA), Reiner (PA), Layse (PA), Tani (AP), Cida Aripória (AM), Mafel Matagal (AM). 

No dia da abertura, 14 de abril, haverá um seminário formado por cinco mesas, das 10h às 19h30, compostas pelos participantes do Futuração. Em pauta, o formato do festival a partir de questões sobre a produção colaborativa, a descentralização da curadoria e o trabalho através de políticas públicas conjuntas. Sob uma segunda vertente, serão abordadas as temáticas levantadas pelas exposições. Com representantes dos festivais Amazônia Mapping, Se Rasgum e Labverde, o seminário pretende refletir sobre a situação artístico-político-social dos territórios amazônidas. Já com o Favela Sounds e um representante da UFF, o encontro promove uma conversa em torno do mapa interativo exposto na Galeria 1.

As mesas:

Mesa 1: das 10h às 11h30
Tema: Sustentabilidades possíveis

Mesa 2: das ​1​1h45​ às 13h
Tema: Políticas públicas no século 21: como transitar de um ​Estado para outro

Mesa 3: das 15h às 16h30
Tema: Amazônia(s): ancestralidade, presente e futuro

Mesa 4: das 16h45 às 18h
Tema: Produção colaborativa e desconstrução de curadoria 

Mesa 5: das 18h15 às 19h30
Tema: Polifonia periférica: arte, criatividade e economia

FUTURAÇÃO – Festivais navegando todos os sentidos
De 14 a 30 de abril de 2023

Centro Cultural Futuros – Arte e Tecnologia
Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo – Rio de Janeiro
Visitação: de quarta a domingo, das 11h às 20h
Entrada gratuita | classificação livre



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