Júnior Pimenta, "Tem que sair", 2019, instalação, impressão digital de fotos sobre tecido, com sobreposição de camadas de tecido organza cristal vermelha, dimensões variáveis

Mostra em Fortaleza com acervo de museu goiano apresenta trabalhos de 23 artistas

(Fortaleza, CE)

O Centro Cultural Banco do Nordeste apresenta, até dia 18 de junho, uma mostra de fotografia e vídeo com obras da coleção de arte contemporânea do Museu de Artes Plásticas de Anápolis (Mapa). A instituição da cidade goiana traz à Fortaleza trabalhos de 23 artistas de várias partes do país, entre eles os cearenses Célio Celestino e Júnior Pimenta, e da paulista Renata Felinto que, atualmente, vive no Ceará. Com curadoria de Paulo Henrique Silva, a iniciativa busca estabelecer um intercâmbio com a Região Nordeste e, ainda, colocar-se como instrumento de divulgação e circulação de bens culturais como forma de reconhecimento e valorização dos acervos de arte contemporânea.

A exposição apresenta trabalhos de Célio Celestino (CE); Dalton Paula (GO); Daniel Jablonski (SP); Daniel Moreira (MG); Fernanda Adamski (GO); Flávia Fabiana (GO); Gabriel Bicho (RO); Grupo EmpreZa; Guy Veloso (PA); Joardo Filho (GO); Júlia Milward (SP); Júnior Pimenta (CE); Luiz Mauro (GO); Nádia Borborema (PA); Noara Quintana (SP); Paul Setúbal (GO/SP); Paula Sampaio (PA); Péricles Mendes (BA); Polliana Dalla (ES); Rei Souza (GO); Renata Felinto (CE/SP); Selma Parreira (GO), e Yara Pina (GO). As produções desses artistas dialogam naturalmente enquanto reflexos das mesmas inquietações e experiências socioculturais da sociedade.

Guy Veloso, “Sem título – Círio de Nossa Senhora de Nazaré, Belém/PA”, 2011, fotografia sobre PVC, 69 x 105 cm

Para o artista visual Júnior Pimenta, que participa da exposição com a instalação “Tem que sair”, de 2019, a circulação dos acervos das instituições públicas se constitui um instrumento importante no sentido de dar visibilidade e, mais que isso, de fomentar o diálogo entre as instituições e a reflexão sobre suas próprias políticas de constituição de suas coleções: “De que adianta possuir um acervo e mantê-lo trancado. A itinerância entre regiões permite uma troca enriquecedora para todos os envolvidos”, avalia.

A diversificação de abordagens dos trabalhos escolhidos para compor a mostra traz a pluralidade necessária para apresentar os diversos processos de criação que, juntos, ampliaram o repertório expressivo na atualidade. E é, justamente, “instigar reflexões” – não definir uma temática narrativa – que permeia o conceito curatorial da exposição. Segundo o curador, “apresenta-se um pequeno recorte da valorosa produção de fotografia e vídeo realizada no cenário nacional nas últimas duas décadas” e que está sob a guarda do Mapa.

As novas modalidades da fotografia desenvolvidas na relação com as mídias digitais, em especial o vídeo, assim como as intervenções que agregam múltiplos elementos, têm provocado uma reorganização não só na noção instituída do que é a fotografia, mas na relação do observador com a imagem. “Os trabalhos escolhidos para integrar a exposição também têm a intenção de colocar em discussão o lugar da fotografia e do vídeo na constituição de acervos públicos de arte contemporânea, tendo em vista o grande número de artistas que, atualmente, lançam mão dessa mídia para produzir seus trabalhos”, explica Paulo Henrique Silva.

A exposição é uma realização de Pequi.COM e Prefeitura de Anápolis, executada com recursos de edital de fomento da Lei Aldir Blanc via Governo de Goiás.

Célio Celestino, “Leviatã”, 2017

“Fotografia e vídeo no Acervo do Mapa”, coletiva
De 14 de maio a 18 de junho

Centro Cultural Banco do Nordeste
Rua Conde d’Eu, 560 – Centro, Fortaleza/CE
De terça a sábado, de 9h às 17h



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