Glicéria Tupinambá, "Assojaba Tupinambá", 2021, técnica utilizada de penas variados pássaros desde aves domésticas a silvestres, malha de cordão encerado com cera de abelha jitaí e tiúba, medida de 90 X 140 cm

Confira páginas e vídeo-entrevistas de artistas participantes do PIPA 2022

Ao ser indicado ao PIPA, cada artista tem direito a páginas nos sites em português e em inglês do Prêmio. Essas páginas, juntas, formam um catálogo da arte contemporânea brasileira: são alimentadas com imagens de trabalhos, vídeos, textos, currículos, entre outros conteúdos que os participantes desejem enviar. A equipe do Prêmio incentiva que os artistas mantenham suas páginas atualizadas e está sempre disponível para recebimento de material. Além disso, os participantes do PIPA também são convidados a gravar uma vídeo-entrevista com a Do Rio Filmes, assim tendo mais um espaço para compartilharem sobre suas obras e seus processos de criação.

Os artistas participantes foram indicados pelo Comitê de Indicação, formado por profissionais da arte de todo o Brasil, no qual cada membro pode enviar até três nomes. Dos 66 artistas indicados para o Prêmio PIPA 2022, 61 participam desta edição, sendo 49 participantes de primeira viagem.

Assim como na edição do ano passado, o Prêmio decidiu focar na produção mais recente, indicando artistas que realizaram sua primeira exposição individual ou coletiva há no máximo 15 anos. O objetivo do Prêmio PIPA 2022 é ser um incentivo para artistas em início de carreira, porém com produção diferenciada.

Nesta postagem, apresentamos alguns dos 61 participantes do PIPA 2022. Clique nos nomes para acessar as respectivas páginas e saber mais sobre eles:

Carolina Krieger é artista visual e fotógrafa autodidata. Trabalha com fotografia, imagens apropriadas e colagem manual. Vê em suas imagens pequenos rituais de intensificação com o mistério, que nos habita, circunda e fundamenta. Suscita através do seu trabalho a importância do mergulho em si como via de apreensão da onipresença da natureza: visível e invisível. Desta forma propõe o retorno fundamental aos saberes e às cosmovisões dos povos ancestrais. Participou de diversas exposições e festivais.

Vídeo produzido pela Do Rio Filmes exclusivamente para o Prêmio PIPA 2022:

Diambe (1993, RJ) é artista visual e tem um corpo de trabalho marcado pelo uso de matérias vivas, sendo recorrente o recurso de tecidos, raízes alimentares amefricanas, gravuras e coreografias que relacionam arquiteturas com movimentos espontâneos em elaborações plurais. Sua poética se desdobra em estruturas móveis, esculturas vivas, desenhos de fogo, mantos e outras variantes. Participou da exposição “Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros” no Instituto Moreira Sales (org. Helio Menezes e Raquel Barreto), “Imagens que não se conformam” no Museu de Arte do Rio (org. Marcelo Campos e Paulo Knauss), “Os monstros de Babaloo”, na galeria FDAG (org. Victor Gorgulho) e montou sua primeira exposição individual “Ampla curva de coisa viva” no Centro Cultural São Paulo Cultural São Paulo. Seus trabalhos participam de coleções públicas como Museu de Arte do Rio, Museu de Arte de Anápolis e Memória Lage.

Vídeo produzido pela Do Rio Filmes exclusivamente para o Prêmio PIPA 2022:

Glicéria, mais conhecida como Célia Tupinambá, é da aldeia Serra do Padeiro, localizada na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, no sul do Estado da Bahia. Atualmente com 39 anos, ela participa intensamente da vida política e religiosa dos Tupinambá, envolvendo-se, sobretudo, em questões relacionadas à educação, à organização produtiva da aldeia, à serviços sociais e aos direitos das mulheres.

Vídeo produzido pela Do Rio Filmes exclusivamente para o Prêmio PIPA 2022:

Nascido no quilombo Jamary dos Pretos, em Turiaçu/ MA, 1997, Joelington Rios é quilombola e artista visual. Estudou na Escola sem Sitio e atualmente trabalha e mora entre o seu Quilombo no norte do Maranhão e no norte do Rio de Janeiro, onde desenvolve pesquisas no campo das artes visuais. Rios combina diferentes técnicas e práticas artísticas, misturando fotografia, vídeo arte, performance, arte sonora, escultura e instalações. Sua pesquisa tem como objetivo revelar outras corporalidades, criar significado, ressignificar memórias e elaborar outras formas de existência.

Vídeo produzido pela Do Rio Filmes exclusivamente para o Prêmio PIPA 2022:

O jovem artista Santídio Pereira nasceu em Curral Comprido, um pequeno povoado localizado no interior do Piauí, Nordeste brasileiro. Migrou para São Paulo ainda criança e logo ingressou no Instituto Acaia, uma ONG privada, sem fins lucrativos, que atende crianças e adolescentes residentes próximas ao Ceagesp, local onde também trabalhou. Foi com apenas oito anos de idade, através das “oficinas de fazeres” do Ateliescola Acaia, que Santídio iniciou sua prática artística. E são justamente as imagens das memórias preservadas desde sua segunda infância, tanto de sua terra natal, quanto das experiências posteriores, que compreendem hoje o viés condutor da obra de Santídio Pereira.

Vídeo produzido pela Do Rio Filmes exclusivamente para o Prêmio PIPA 2022:

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