Conjunto de obras do Beeple

Ouça agora “Crypto Art”: novo episódio do PIPA Podcast com Cecília Fortes, Luiz Motta e Luiz Camillo Osorio

“O que é crypto art? O que são os NFTs? Arte digital pode ser única e autêntica?”. Essas são algumas das perguntas que motivaram o novo episódio do PIPA Podcast, “Cypto Art: com Cecília Fortes, Luiz Motta e Luiz Camillo Osorio”.

Com a ajuda dos convidados, tentamos entender melhor essa novidade no mundo da arte que levanta mais questionamentos do que respostas. A mesa foi composta  por, além de Luiz Camillo Osorio, curador do Instituto PIPA, Cecília Fortes, mestranda em Filosofia na PUC-Rio e há nove anos coordenadora do ateliê da Adriana Varejão, e Luiz Motta, membro do Comitê Executivo do PIPA, analista de tecnologia e investimentos e entusiasta do blockchain e de moedas digitais.

Ouça agora o episódio aqui no site ou acesse nas plataformas de streaming, como Spotify e Apple podcast, além do nosso canal Prêmio PIPA no Youtube.

Os episódios do podcast estão sendo gravados remotamente, por meio de videoconferência. Abaixo, você pode conferir as referências que são feitas durante a conversa.

R E F E R Ê N C I A S

  • Christie’s

É a maior casa de leilão do mundo, com mais de 250 anos de existência.
Confira, abaixo, uma tradução de parte do “Sobre” da Christie’s, retirado de seu site:

“Fundada em 1776 por James Christie, a Christie’s tem, desde então, conduzido os maiores e mais celebrados leilões ao longo dos séculos, proporcionando uma vitrine popular para o que é único e belo. A Christie’s oferece por volta de 350 leilões por ano em mais de 80 categorias, incluindo todas as áreas de belas artes e artes decorativas, jóias, fotografias, itens colecionáveis, vinhos e mais. Os preços variam de 200 a 100 milhões de dólares. A Christie’s tem uma presença global em 46 países, com 10 salas de vendas ao redor do mundo, incluindo em Londres, Nova Iorque, Paris, Genebra, Milão, Amsterdã, Dubai, Zurique, Hong Kong e Xangai”.

Para acessar o portal da Christie’s, clique aqui.

Imagem retirada do portal da Christie’s

  • Beeple

Designer gráfico de Charleston, Estados Unidos, Beeple produz uma variedade de obras de arte digital, incluindo curta-metragens, “Creative Commons VJ loops”, “everydays” e trabalhos VR / AR. Já desenvolveu visuais para shows do Justin Bieber, One Direction, Katy Perry, Nicki Minaj, Eminem, Zedd e diversos outros. Um dos criadores originais do movimento atual em gráficos 3D “everyday”, Beeple vem fazendo uma imagem do início ao fim todo dia, e postando online por mais de 10 anos, sem perder um único dia.

A casa de leilão Christie’s entrou no mercado da criptoarte e foi a primeira a colocar à venda uma obra de arte totalmente digital, um NFT (Non-Fungible Token) do Beeple, que foi vendido por 69,3 milhões de dólares no dia 11 de março.

Leia um pouco sobre o artista a partir de um fragmento da matéria da Veja:

“Pouca gente sabe quem é Beeple, pseudônimo do americano Mike Winkelmann, mas a maioria já viu, pelo menos uma vez na vida, o trabalho dele. É o mais famoso artista digital do planeta, uma espécie de Andy Warhol do mundo virtual. Ao longo de mais de 13 anos, produziu uma ilustração por dia – charges, painéis, imagens satíricas, crônicas visuais −, totalizando 5 mil imagens, espalhadas pela internet. Muitos memes foram montados com o trabalho dele. Celebridades, políticos, corporações e nações também foram eventualmente alvejados pela crítica de Beeple. (…) Batizada de Everydays – The First 5000 Days (“Todos os Primeiros 5 Mil Dias”), a colagem de Beeple está fazendo história como a primeira obra digital criptografada oferecida em leilão”.

Para acessar o portal do Beeple, clique aqui.

Colagem do Beeple “Everydays: The First 5000 Days”

 

  • Damien Hirst

O artista, nascido em 1965, tem usado, desde 1980, diversas práticas de instalação, escultura, pintura e desenho para explorar a complexa relação entre arte, vida e morte. Ele explica: “Arte é sobre vida e não pode realmente ser sobre mais nada… Não há mais nada”. O trabalho de Hirst investiga e desafia sistemas de crenças contemporâneas, e disseca as tensões e incertezas no cerne da experiência humana.

Talvez sua série mais famosa seja “Natural History”, na qual ele preservou criaturas em tanques minimalistas de aço e vidro cheios de solução de formaldeído, na intenção de criar um “zoológico de animais mortos”. A obra do tubarão, “The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living” (1991), descrita pelo artista como “coisa para descrever um sentimento”, permanece um dos mais icônicos símbolos da arte moderna britânica e da cultura popular dos anos 90. A série exemplifica o interesse de Hirst em mecanismos de exibição. As caixas de vidro que ele emprega na “Natural History” e em vitrines, como “The Acquired Inability to Escape” (1991), atuam para definir o espaço da obra de arte, ao mesmo tempo que comentam sobre “a fragilidade da existência”.

(Texto traduzido da biografia do artista, disponível em seu portal).

“The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living”, 1991, 2170 x 5420 x 1800 mm, 85.5 x 213.4 x 70.9, vidro, aço pintado, silicone, monofilamento, tubarão e solução de formaldeído

  • Documentário da Netflix sobre obras falsificadas

Em um certo momento da conversa, Camillo cita um documentário da Netflix “sobre aquelas falsificações bastante musculosas de artistas seminais da arte americana do pós-guerra, principalmente as coisas do Rothko (…). Aquelas falsificações enganaram o filho do artista, curadores, críticos”, como ele explica. O filme se chama “Fake Art: Uma história real” e aborda o maior golpe que o mercado da arte dos Estados Unidos já sofreu, quando uma série de pinturas falsas foi vendida por mais de 80 milhões de dólares.

Você pode assistir ao trailer do documentário abaixo:

  • “A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica”

Saiba do que se trata o texto a partir de um resumo reproduzido abaixo:

“O século XX, um século de catástrofes, legou algumas das mentes mais brilhantes como intérpretes do mundo em que vivemos. Um desses grandes expoentes é Walter Benjamin (1892-1940). No seu mais famoso ensaio, ele analisa como as mudanças operadas pela modernidade com o advento da fotografia e do cinema (e as transformações trazidas pelas respectivas técnicas) mexem com o status da obra de arte, retirando-lhe a ‘aura’, característica que a torna única, experiência da contemplação ‘aqui e agora’. Com Benjamin, a arte passa a ser pensada de modo diverso: a reprodução deixa de ser tratada como uma mera cópia e passa a ser pensada como a própria obra.

O texto, publicado pela primeira vez em 1936, em francês, na revista do Instituto de Pesquisas Sociais (ponto de convergência de pensadores que daria origem à Escola de Frankfurt), teria ainda outras três versões, todas póstumas. Somente nos anos 80 veio a público a segunda versão, considerada a original, (…) deste que é um dos textos fundamentais para se compreender as mudanças sociais e políticas do século XX, cujos ecos ressoam ainda hoje”.

A versão física do livro pode ser encontrada à venda em diversos sites de livrarias.

  • Texto “Futebol e arte”

Primeiro texto que Luiz Camillo Osorio escreveu este ano para sua coluna, publicado em 22 de janeiro de 2021, em que debateu a arte de filmar o futebol. Após a morte de um dos maiores jogadores da história, o argentino Diego Maradona, Camillo comparou o futebol do século XX com o futebol assistido hoje e vigiado pelo VAR, além de analisar a “câmera que quer mostrar o que não se vê” tanto no campo como nas telas de cinema e instalações de arte que retratam o futebol.

Para ler o texto “Futebol e Arte” na íntegra, clique aqui.
Para acessar a coluna do Camillo, clique aqui.

Nápoles, Itália

  • Duchamp; ready-made

O Duchamp e o conceito de “ready-made” já foram abordados no post de referências do episódio inaugural do PIPA Podcast, em fevereiro de 2020. Você pode conferir o post e uma breve explicação que relaciona o artista e o termo clicando aqui.

  • CryptoPunks

“CryptoPunks foram lançados em junho de 2017 e desenvolvidos pela dupla Matt Hall e John Watkinson no estúdio americano de jogos Larva Labs. São imagens de arte de 24×24 pixels geradas por um algoritmo. São inovadores no setor de NFTs e eram uma das inspirações aos tokens padrão ERC-721 que, diferente dos tokens padrão ERC-20, são únicos. Existem dez mil personagens colecionáveis e únicos na série CryptoPunks, que possui prova de governança no blockchain Ethereum (ETH). Entre os dez mil punks, a maioria é composta por humanos, mas também existem 88 zumbis, 24 primatas e 9 aliens, que foram designados como ‘punks especiais’. Só haverá dez mil personagens existentes — todos já foram criados e vendidos. Sua negociação agora acontece em mercados secundários”. (Fonte).

Imagem retirada do site MoneyTimes

  • Artista sul-africana Lethabo Huma

Confira a biografia disponível no portal da artista, aqui traduzida:

“Lethabo Huma é uma artista visual de Pretória, África do Sul. Ela usa seu trabalho como um espelho para suas respostas emocionais às experiências de vida. Seu estilo de desenho evoluiu de texturas suaves para pinceladas mais expressivas. Ela se inspira em imagens que desencadeiam emoções a partir de histórias de vida que valem a pena ser contadas”.

Atualmente, ela está cursando artes visuais multimídia na Universidade da África do Sul.

Leia uma entrevista com a artista, em inglês, clicando aqui.

Para visitar o site de Lethabo, clique aqui.

“Self-portrait”



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