Ricardo Basbaum: "eu-você: coreografias, jogos e exercícios", 1999-2017

Programa de Vídeo XIV apresenta série de Ricardo Basbaum

O Programa de Vídeo, concebido em parceria entre a curadora Mirtes Marins de Oliveira e a equipe da Galeria Jaqueline Martins, tem como objetivo apresentar diferentes obras (ou seus fragmentos) em relação dialógica, sublinhando semelhanças que estimulem reflexões sobre a vida contemporânea. Para a décima quarta edição, é apresentado Ricardo Basbaum (1961) com a série de vídeos eu-você: coreografias, jogos e exercícios (1999-2017) articulada aos textos How to Make a Happening (1966), de Allan Kaprow (1927-2006), e Arte como Experiência (1932), de John Dewey (1859-1952). A série é constituída por onze vídeos finalizados entre 1999 e 2017.

Abaixo pode-se conferir um fragmento do texto de Basbaum “Diferenças entre nós e eles”, de outubro de 2003 e apresentado também no folder para a individual no Museu da Pampulha em 2011, “conjs.,re-bancos*: exercícios & conversas”. No trecho, veiculado pela Galeria Jaqueline Martins, o artista fala sobre a série de vídeos:

eu-você: coreografias, jogos e exercícios é um projeto em que convido grupos para vestirem camisas estampadas com os pronomes ‘eu’ e ‘você’. É um trabalho sobre dinâmica de grupo ao qual sempre me refiro como ‘person specific’ ou ‘group specific’. Todas as vezes os resultados diferem, de acordo com as pessoas que participam e os grupos que são constituídos durante o tempo em que praticamos juntos (que pode variar entre um dia e duas semanas). Os resultados são organizados em duas direções diferentes: uma, é o registro estabelecido em relação à memória do corpo, acessível somente aos que compartilharam da intensidade da experiência, sendo refratária à documentação; a outra, seu oposto, é constituída através de imagens e vídeos produzidos durante as ações. Essas imagens são concebidas e administradas sem o compromisso de representar a realidade da ação e, portanto, abrem espaço para a ficção e a narrativa através da edição em vídeo e reenquadramento fotográfico – ou seja, a intenção é afastar-se da ‘pura’ documentação e estar livre para jogar com as imagens de acordo com propósitos expositivos, que incluam os principais conceitos do projeto. Portanto, cada proposição de coreografias, jogos e exercícios eu-você acaba resultando em duas experiências: uma para os participantes e outra para a audiência. Ambas pretendem ser intensivas”.

Como explicado pela Galeria, “Basbaum enfatiza seu papel propositor e o caráter experimental das atividades que mobilizam experiências sensoriais e conceituais nos participantes (ele inclusive) no sentido de uma subjetividade transformadora”.

Para assistir aos vídeos da série, clique aqui.

Para ler o Programa de Vídeo XIV na íntegra, clique aqui.



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