Série de postagens para a quarentena: texto “Uma biografia degenerada: Emil Nolde e o nazismo”, de Luiz Camillo Osorio

Como anunciado aqui, para que esse tempo de quarentena e incertezas possa ser preenchido de forma mais leve e com mais distrações positivas, além de indicar exposições que podem ser visitadas na internet, nós do PIPA vamos fazer uma série de posts revivendo materiais exclusivos do Prêmio, para que nunca falte o que ler, debater e pensar.

O material de hoje é o texto “Uma biografia degenerada: Emil Nolde e o nazismo”, da coluna do Luiz Camillo Osorio, curador do Instituto PIPA, publicado em 13 de setembro de 2019. No texto, Camillo aborda a complexidade entre política, arte e história usando como base para essa discussão o caso de Emil Nolde, pintor antissemita da Alemanha nazista que, por conta da estética exasperada e “deformada” em suas obras, era um artista negado pelo regime que pessoalmente defendia. “Como lidar com essa contradição entre autor e obra?” e “Esse é um passado exclusivamente alemão?” são algumas perguntas que o autor levanta no texto.

Mais algumas citações interessantes, presentes nessa reflexão, são:

“Pode uma obra mostrar algo diferente da intenção do artista?”

“Sua consciência era nazista, sua obra era expressionista. Como lidar com esta divisão?”

“Não basta o programa ideológico seguido pelo artista, há que se perceber o modo como sua obra fala e muitas vezes nega o programa”

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.



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