“Minha Terra tem Palmeiras”: coletiva na Caixa Cultural de São Paulo

(São Paulo, SP)

Até o início do próximo mês, a Caixa Cultural de São Paulo recebe a exposição “Minha Terra tem Palmeiras”, que já passou pela unidade da Caixa do Rio. A coletiva reúne 50 obras de 15 artistas, incluindo Armando Queiroz, Ayrson Heráclito, Daniel Murgel, Ivan Grilo, Jaime Lauriano, Raquel Versieux, Rodrigo Andrade, Rodrigo BragaVicente de Mello e Virginia de Medeiros. A ideia da mostra é discutir a formação da memória cultural do país a partir do poema “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias, e ela fica em cartaz de 13 de novembro de 2019 a 19 de janeiro de 2020.

O poema “Canção do exílio”, escrito em 1857, é um ícone do primeiro momento do Romantismo brasileiro. Como explicado no release da exposição, o curador Bruno Miguel selecionou trabalhos que despertam a reflexão sobre diversos aspectos da construção da identidade nacional, desde suas origens românticas no século XIX até os dias de hoje. As obras são resultados de investigações poéticas de artistas que exploram diferentes mídias, como pintura, gravura, fotografia, instalação e objeto, e o fio condutor para o recorte escolhido são aspectos chaves da construção da memória cultural e social do país. Segundo o release, um dos principais objetivos da mostra é relacionar a pluralidade de um Brasil de variados campos de pensamento artístico com temas como memória, política e ancestralidade.

Bruno Miguel levantou questões sobre a lembrança e sobre seu trabalho na arte: “Distância é espaço e tempo. Lembrança é experiência vivida, ou não, pelo próprio ou pelo outro. Não apenas os indivíduos se lembram das coisas, mas também grupos, sociedades e nações. Lembrar e esquecer passaram a ser reconhecidos como aspectos importantes tanto da convivência em sociedade quanto também da política. Nossa exposição aborda temas que vão desde o espaço do feminino, do indígena e da negritude, passando por nossa inventividade, precariedade, família, tradição, agronegócio, heranças africanas, meio ambiente, política etc. Na verdade, a curadoria é uma extensão do meu trabalho de artista e professor. Minha intenção é, primeiro, seduzir pela estética, levantar questões e depois convidar à reflexão. Meu lugar de fala mais potente sempre será por meio da arte”, explica o curador da exposição.

“Minha Terra tem Palmeiras”, coletiva com 15 artistas
De 13 de novembro de 2019 a 19 de janeiro de 2020

Caixa Cultural de São Paulo
Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo – SP
De terça a domingo, das 9 às 19h



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