Aleta Valente pensa imagem e autorrepresentação

No último dia 09, Aleta Valente inaugurou a nova individual na Gentil Carioca: “Superexposição”. Na mostra, a artista relaciona duas investigações: a primeira remete ao fenômeno que ocorre na fotografia quando a abertura do diafragma da câmera permite a entrada de luz sob longa duração, conferindo espectros, movimento e até mesmo borrões no extracampo da imagem e a segunda seria a autorrepresentação como forma de repensar a imagem da mulher na sociedade capitalista e o modo como seus corpos crescem balizados pela influência da mídia. Aleta acredita que esse processo transforma o corpo feminino em suporte para qualquer tipo de venda ou violação.

O trabalho de Aleta, em cartaz até 20 de dezembro na galeria, aborda essas discussões através de obras fotográficas, vídeos, instalações e arte digital. A artista recorre a características imersivas de sua primeira conta no Instagram Ex-Miss Febém que durou 2 anos (Jan/2015 a Jan/2017) como experimentação ao tema. Com a então produção diária de autoretratos, vulgo selfies, ela propunha também uma reflexão sobre a efemeridade e a materialização na arte contemporânea.

No mesmo dia, Marcela Cantuária também abriu uma individual na galeria, “La larga noche de los 500 años”, em que discute as diferenças sociais, a exploração de recursos naturais e as lutas feministas através de pinturas.

“Superexposição”, individual de Aleta Valente
Em cartaz de 09 de novembro a 20 de dezembro

Galeria A Gentil Carioca
Rua Gonçalves Lédo, 17 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
De segunda a sexta, das 12h às 19h


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