Celina Portella, "Vídeo-boleba", 2012

Festival discute arte eletrônica na era disruptiva

(Belo Horizonte, MG)

Cunhado em 1995 pelo economista Clayton Christensen, o termo “inovação disruptiva” pode até parecer complicado, mas explica um fenômeno ao qual estamos mais do que acostumados: é quando uma empresa, usando uma nova tecnologia, cria comportamentos inéditos em seus consumidores e usuários. É o caso, por exemplo, dos smartphones. Misto de telefone celular, máquina fotográfica e muitos outros, eles permitiram que os indivíduos tirassem fotografias pessoais e as compartilhassem com uma facilidade jamais vista – tornando-se a base, para surpresa mesmo de seus criadores, da cultura da selfie.

Não é à toa, portanto, que os curadores desta edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) escolheram o tema “A arte eletrônica na época disruptiva”. O 18º ano da mostra, que começa nesta sexta-feira, 19 de janeiro, no CCBB Belo Horizonte, traz pesquisas e projetos de arte contemporânea eletrônica produzidos por artistas de diversos países.

É o caso, por exemplo, de Celina Portella, que confunde realidade e ficção com “Vídeo-Boleba”. Composta por uma TV e um mecanismo que atira bolas de gude, a instalação de 2012 faz com qye as bolinhas lançadas na tela por dois meninos desapareçam do quadro para ir em direção ao espaço expositivo físico. Assim como ela, outros 18 artistas que participam da mostra também propõem rupturas no conceito clássico de ir ao museu, convidando o público a interagir com a obra e a imergir em ambientes de realidade virtual.

“D I S R U P T I V A – A arte eletrônica na época disruptiva” no 18º Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE)
Curadoria de Ricardo Barreto e Paula Perissinotto
Em cartaz de 19 de janeiro a 19 de março

CCBB Belo Horizonte
Praça da Liberdade, 450 – Funcionários
Funcionamento: qua – seg, 10h às 22h
T: (31) 3431-9400
ccbbbh@bb.com.br



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