“Espólios” mistura documentos históricos, fotografias e esculturas

(Rio de Janeiro, RJ)

Leilões familiares, acervos da arte contemporânea e documentos sobre prostituição são alguns dos itens que compõem a coletiva “Espólios”, que estreia nesta quarta-feira, 11 de janeiro, na Casa França-Brasil. O significado do título ultrapassa, contudo, o da tradicional prática de guerra, estendendo-se a noções como memória e herança – o termo, afinal, também é usado no Brasil para designar juridicamente os bens deixados por um indivíduo.

Com obras de oito artistas, a mostra, curada por Marcelo Campos com assistência de João Paulo Quintella, Laura Consedey e Pollyana Quintella, mistura gravuras, objetos, fotografias, esculturas, bordados e documentos.

Os últimos, aliás, são um capítulo à parte. Renato Bezerra de Melo, por exemplo, intervêm sobre um arquivo sobre prostitutas francesas encontrado em uma caçamba de lixo em Paris; em “Gritos Surdos”, Rafael Pagatini investiga os arquivos do Dops do Espírito Santo; por fim, José Ruffino, indicado ao PIPA em 2011 e em 2012 e membro do Comitê de Indicação do Prêmio no ano passado, usa documentos da fazenda de cana do avô para produzir as monotipias que expõe na coletiva.

“Espólios” fica em cartaz na Casa França-Brasil até o dia 05 de fevereiro de 2017.

 

“Espólios”, coletiva com Brígida Baltar, Cláudia Hersz, Inês Linke e Louise Ganz, José Rufino, Rafael Pagatini, Renato Bezerra de Mello e Thales Leite
Curadoria de Marcelo Campos
Em cartaz de 12 de janeiro a 05 de fevereiro de 2017
Abertura: Quarta-feira, 11 de janeiro, de 17h às 20h

Casa França-Brasil
Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro
T: (21) 2332-5275 / (21) 2232-5276
Funcionamento: ter – dom, de 10h às 20h
info@casafrancabrasil.rj.gov.br
Entrada gratuita



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