(São Paulo, SP)
A Sé galeria recebe até o fim de outubro a mostra individual de Traplev, “Equivalência absurda, sala 3”. Para a sua primeira mostra individual em São Paulo, o artista selecionou e editou conteúdos para apresentar trabalhos inéditos.
Em sua produção, as interações com questões da economia e matemática somam-se aos contextos administrativos de negociações cotidianas e institucionais. Tais questões se evidenciam em instalações, objetos, fotografias, imagens e múltiplos, assim como em ações silenciosas nos processos de insistências práticas no meio cultural e artístico.
Contextos de sua pesquisa artística aparecem nos editoriais de recibo, publicação editada por Traplev desde 2002. Ao longo desses 13 anos de projetos colaborativos se apropria do exercício da crítica de arte como extensão da prática artística (e vice-versa). Através da experimentação de linguagens e dispositivos para um modo de difusão pública de questões inerentes ao inconsciente coletivo político e social, atua também via múltiplos de distribuição, difusão e outras inserções no tecido social para além do circuito da arte.
Para a sua primeira individual na Sé galeria, Traplev selecionou e editou conteúdos para apresentar trabalhos inéditos nos quais sampleou imagens e manchetes para utilização em alguns dispositivos escolhidos para a mostra – impressão, letreiros, telas de luz, áudio e barras de metal, papel carbono, entre outros. Entre informações da mídia massiva e outras notícias de contra-história e contra-comunicação, Traplev propõe instalações e intervenções que reverberam ideias e pensamentos de contravenção, crítica e registro do absurdo. Este último denota um ápice do momento histórico em que vivemos. Questionar o absurdo parece uma ação praticamente sem sentido, pois todos os conceitos que regem as jurisdições públicas estão completamente alteradas e alienadas.
A margem de vácuo da informação é o corpo do trabalho. O inconsciente coletivo (político, social, cultural, artístico, etc) de reflexões e posicionamentos é o que constituem esse gatilho. O trabalho reflete o clichê desses tempos no campo estético, fazendo-o permanecer como linguagem para esbarrar em um posicionamento.
“Equivalência absurda, sala 3”, individual de Traplev
Em cartaz até 31 de outubro
Sé galeria
R. Roberto Simonsen, 108
Visitação: ter – sex / 11 – 19h; sáb / 12 – 17h
t: +55 11 3107-7047
info@segaleria.com.br