MAM-Rio | Programação da semana

(Rio de Janeiro)

Neste sábado, dia 14, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro recebe o público para uma programação super especial. Na data, acontecerão as aberturas de duas novas exposições: “Mutações”, do argentino Matías Duville, e “Poucas e Boas…”, com um recorte da coleção internacional do Museu (de Giacometti a Keith Haring). O público pode ainda visitar as outras mostras que já estão em exibição, inclusive duas delas que se encerram em breve.

A entrada é livre a partir das 16 horas – as portas fecham às 18h30 mas o público já presente poderá permanecer no interior do Museu – e haverá um momento musical especial durante as aberturas no terraço do segundo andar, com apresentação de This is My Drama (electro folk), às 17 horas.

Aberturas

MUTAÇÕES – MATIAS DUVILLE
14 de março à 10 de maio de 2015
Curadoria de Santiago García Navarro



A exposição “Mutações” estabelece um percurso pela obra do artista argentino Matías Duville (Buenos Aires, 1974) a partir de algumas ideais-imagens que, segundo o curador, Santiago G. Navarro, a estruturam quase que por inteiro: mutação, abrigo, intempérie e imaginário. Uma seleção de mais de cem desenhos, pinturas e objetos realizados pelo artista entre 2002 e 2015 permite oferecer uma perspectiva complexa e abrangente dessas questões.

Na obra de Duville, distintas dimensões do subjetivo, aparentemente ausentes, são traduzidas a figurações de espaço, corpo e objeto. As imagens de paisagens, objetos na paisagem (ou no vazio), estruturas arquitetônicas e de engenharia, formas se deslocando, situações de observação, poderiam ser interpretadas como a espacialização de um ponto de vista peculiar sobre os territórios de instabilidade que impactam nos afetos e emoções do nosso presente.

Essas figurações respondem a um conjunto de matrizes recorrentes, das quais Duville aproveita as formas de composição, e que a montagem desta exposição destaca, tomando-as como eixo. Dentre outras: buracos e cavidades, objetos redondos e fechados sobre si mesmos; suportes, canais e veículos de certas forças; corpos em processo de simbiose; corpos, objetos e lugares explodidos ou avariados por impacto (ou tensionados por sua iminência); desdobramentos de coisas que se dissolvem ou volatilizam; solos como leitos ou fundos, ou leitos propriamente ditos (de um rio, do mar).

Na maioria das obras, os elementos que surgem das matrizes muitas vezes se mostram num instante de especial ambiguidade, a ponto de não sabermos em que direção eles se movem, ou que sentido podem vir a cobrar. Na obra de Duville, a ambiguidade é acima de tudo física, material, energética. Graças a seu movimento, cria-se uma morfologia de superfícies, protuberâncias e outras formações, quase todas elas de consistência líquida. São todos processos de mutação.

Mas, quando Duville gera esses espaços-corpos mutantes, gera também imaginários: de bosques e mares, do inverno e do fogo, dos choques, das cabanas, das montanhas. Duville os reduz a seus elementos mais simples e, enquanto se encontra explorando-os, começa a detectar a presença de corpos, seres, coisas factíveis de existir em ambientes menos determinados por nossos códigos culturais e mais abertos a mutações. A partir dos imaginários desmontados, pode ser sugerida a ideia de uma estrutura comum, base de imaginários mais vastos. Também por essa razão, as matrizes criadas por Duville são estruturalmente ambíguas, têm consistência líquida e tendem a oscilar do mesmo jeito que oscila a realidade, à qual, justamente por conta disso, já não deveríamos considerar fantástica.

Com Adrián Villar Rojas, Eduardo Navarro, Eduardo Basualdo, Diego Bianchi, Pablo Acinelli, Tomás Espina e Leandro Tartaglia, dentre outros, Duville integra uma geração de artistas argentinos que ganhou visibilidade internacional a partir da primeira década de 2000, e a maioria dos quais expõe regularmente no Brasil.

POUCAS E BOAS…! OBRAS DA COLEÇÃO INTERNACIONAL DO MAM RIO
14 de março à 17 de maio de 2015
Curadoria de Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre



A coleção de um museu é seu esqueleto, sobre ela o museu se sustenta, se mantém de pé. A coleção do MAM desde o início teve um perfil internacional. A ideia de arte moderna tinha na sua origem uma perspectiva universal, de construção de um vocabulário visual e poético no qual as variações locais, os muitos idiomas específicos, se integrariam e se comunicariam, constituindo uma linguagem comum e cosmopolita.

No Brasil, apesar de sua preocupação com a identidade brasileira, no fundo o que se pretendia, a partir daí, de uma mítica brasilidade, era a participação no concerto das nações civilizadas – como dizia Mário de Andrade. O MAM, criado no final da década de 1940, partilhou de um momento especial da cultura brasileira, quando essa abertura cosmopolita foi determinante.

Depois do incêndio de 1978, parte importante da coleção se perdeu. Com o que sobrou e esforços combinados das várias diretorias e dos curadores que se seguiram, foi se montando outra vez a coleção internacional do museu. As condições atuais do mercado de arte, com preços inflacionados, tornamesse esforço mais difícil, mas o diálogo aberto com a cultura globalizada é fundamental – seja na coleção permanente, seja nas exposições temporárias.

“Poucas e boas…! Obras da coleção internacional do MAM” é um recorte de trabalhosda coleção que remontam, sem nenhuma pretensão totalizante, à história da arte do século XX e nos parece interessante ser vista em articulação com a exposição permanente do museu, “Genealogias do contemporâneo”, no andar de cima, em que o foco dessa história é a arte brasileira.

Últimos dias

Amilcar de Castro
25 nov 2014 – 15 mar 2015 | curadoria Paulo Sérgio Duarte
A exposição apresenta um resumo da obra de Amilcar de Castro dividida em quatro núcleos: Esculturas ao ar livre – esculturas monumentais na área externa do l; Núcleo a escultura e o método – no interior do prédio estarão expostas esculturas de diferentes portes; Núcleo de desenhos – obras de grande escala sobre tela e obras de menor porte sobre papel; Núcleo Gráfico – como designer gráfico, Amilcar realizou um papel revolucionário, assumindo o papel de principal artífice da reforma gráfica do Diário do Rio de Janeiro, o Jornal do Brasil.

Limiares – A Coleção Joaquim Paiva no MAM
Prorrogada até 22 de março de 2015 | curadoria Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre
Em 2005, sob a forma de comodato, o MAM passou a abrigar a Coleção Joaquim Paiva que conta atualmente com 1.963 trabalhos de fotógrafos brasileiros e estrangeiros, adquiridos a partir do início dos anos 80. Trata-se de um importante acervo que incorpora diferentes espectros artísticos, desde a fotografia clássica, o retrato, a reportagem, as práticas documentais contemporâneas ou os tangenciamentos da fotografia com as artes visuais.

Continuação

Ações, estratégias, situações nas coleções do MAM
28 fev 2015 – 3 mai 2015 | curadoria Marta Mestre
Um conjunto de trabalhos das coleções do Museu nos quais a ideia é preponderante relativamente à forma material. Os trabalhos expostos, produzidos por artistas brasileiros, norte-americanos e alemães a partir da década de 1960, caracterizam-se pelo seu caráter efêmero, precário e/ou crítico frente às instituições artísticas (o museu, o mercado, a crítica de arte), e atuam na deslocação dos sentidos poéticos.

Permanentes

“Genealogias do Contemporâneo” – Coleção Gilberto Chateaubriand
Exposição permanente | curadoria Luiz Camillo Osorio
Remodelada em abril de 2013 a exposição é dividida em: Brasil visões e vertigens, Cidade partida, Corpos híbridos, Respirações geométricas e Mergulho na coleção: nesta edição é apresentado um conjunto de trabalhos de Arlindo Daibert.

“MAM Sua história, seu patrimônio”
Exposição permanente | curadoria Elizabeth Catoia Varela
Mostra sobre nossa história e a arquitetura. Estão presentes, além da grande maquete do conjunto arquitetônico do museu, materiais gráficos de diversas épocas.

CINEMATECA

O Rio de Janeiro no cinema: Sob o olhar estrangeiro
fevereiro – dezembro 2015 | curadoria Gilberto Santeiro
Neste segmento: produções estrangeiras filmadas na cidade. O Rio de Janeiro, com toda a sua beleza, tem servido de locação para vários filmes internacionais. Serão exibidas obras de cineastas como Alfred Hitchcock, Marcel Camus, Arne Sucksdorff, Philippe de Broca e Thorton Freeland.

Homenagem a Odete Lara
15, 28 e 29 mar 2015 | curadoria Gilberto Santeiro
Uma homenagem a grande diva recentemente falecida: atriz, cantora e escritora, começou sua carreira como modelo no primeiro desfile de moda brasileira, no Masp. Foi garota propaganda da extinta TV Tupi, posteriormente atriz. Esteve em obras fundamentais do cinema nacional, de diretores como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Walter Hugo Khouri, Hugo Carvana, entre outros.

Rithy Panh
13 e 14 mar 2015 | curadoria Gilberto Santeiro
Com um cinema questionador e político, Rithy Panh se expressou e construiu uma carreira sólida como um dos maiores cineastas do Camboja. Reconhecido internacionalmente, participou de festivais importantes como o Festival de Cannes, o Festival de Chicago e o Festival de São Francisco.

O cinema de Nicolas Philibert
20 – 28 mar 2015 | curadoria Gilberto Santeiro
Tendo começado sua carreira como assistente de cineastas importantes como Alain Tanner e Claude Goretta, o francês Nicolas Philibert se transformou em um aclamado diretor, realizando diversos documentários ao longo das últimas décadas.

sáb 14
16h Rithy Panh – Bophana, uma tragédia cambojana (Bophana, une tragedie cambodgienne), de Rithy Panh. Camboja/França, 1996. Legendas em português. 60’. 16 anos
Neste documentário realizado como uma pesquisa, Rithy Panh retorna aos anos sombrios do regime Khmer Vermelho no Camboja.

18h Rithy Panh – Papel não embrulha brasas (Le papier ne pas peut envelopper la braise), de Rithy Panh. França, 2006. Legendas em português. 86’. Cópia em DVD. O filme acompanha o processo de exclusão social de uma prostituta, que se sente impedida de voltar à cidade natal por medo de que os habitantes saibam o que ela fazia para sobreviver. Livre

dom 15
16h Odete Lara – A Estrela sobe, de Bruno Barreto. Brasil, 1974. Com Betty Faria, Carlos Eduardo Dolabella, Odete Lara. 105’. O filme mostra o passado de uma veterana cantora da música popular brasileira. 16 anos

18h Odete Lara – Um Filme 100% brasileiro, de José Sette de Barros. Brasil, 1986. Com Odete Lara, Paulo César Pereio, Wilson Grey. 83’. A chegada do poeta modernista Blaise Cendrars ao Brasil, em 1924. Baseado no livro Etc., etc., um livro 100% brasileiro do próprio Blaise Cendrars. 16 anos

qui 19
18h30 Cineclube plano – O leão de sete cabeças (Der Leone have sept cabeças) de Glauber Rocha. Brasil/Itália, 1969. Com Rosa Maria Penna, Rada Rasssimov, Jean-Pierre Léaud. 95’. Denúncia do colonialismo e do subdesenvolvimento. Uma história geral do colonialismo euro-americano na áfrica. 18 anos

sex 20
18h30 Nicolas Philibert – A Cidade Louvre (La Ville Louvre), de Nicolas Philibert. França, 1990. Legendas em português. 75’. Cópia em DVD. A que se assemelha um museu quando não há público? Na época da reforma do Grande Louvre, o museu revelou bastidores a uma equipe de cinema. Livre

EDUCAÇÃO E ARTE

Programa em família dom 15h
Acolhimento de público em geral para visitas ao acervo e às exposições temporárias e desenvolvimento de atividades artístico-educativas nos espaços internos e externos do museu. Livre

Visitas em grupo

– Visitas em grupo agendadas
ter a sex 13h e 15h grupos até 40 pessoas
agendamento: atendimento@mamrio.org.br

Programa compreendendo visitas comentadas às exposições, atividades práticas de sensibilização e proposições artístico-educativas.
Elaborado para alunos do ensino formal público e privado bem como ongs, fundações e demais instituições e grupos que trabalhem com educação especial e inclusão social.

– Visitas em grupo sem agendamento
qua 16h | sáb e dom 15h

Programa elaborado para os visitantes interessados em acompanhamento comentado às exposições do Museu

Programa em família: EU, VOCÊ e o MAM / dom 14h
Acolhimento de público em geral para visitas ao acervo e desenvolvimento de atividades artístico-educativas nos espaços internos e externos do museu.

Em torno de / última quarta-feira do mês, 16h
Conversas, palestras e debates sobre tópicos relacionados ao museu e às artes em geral.

– Encontros com arte / qui das 14h às 16h (quinzenal)
agendamento: educarte@mamrio.org.br

Encontros elaborados para diretores, coordenadores que propiciam visitas interativas às exposições, principalmente o acervo permanente, ações artístico-educativas e abordagens metodológicas.

– Ação e percepção / último sábado do mês, 16h
agendamento atendimento@mamrio.org.br

Encontros elaborados visando ampliar a acessibilidade ao museu, constando de visita ao acervo e atividades artístico-educativas.

Todas as atividades do programa de educação e arte do MAM são gratuitas

Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro
Av Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo 20021-140 Rio de Janeiro RJ Brasil.
T +55 (21) 3883 5600
www.mamrio.org.br facebook/museudeartemodernarj
twitter/mam_rio

Horários
ter – sex 12h – 18h | sáb, dom e feriados 12h – 19h
A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação.

Ingressos
Exposições R$12,00 (inclui uma sessão gratuita na cinemateca válida no dia da emissão do ingresso).
Maiores de 60 anos e estudantes maiores de 12 anos R$6,00. Domingos ingresso família até 5 pessoas R$12,00.
Cinemateca R$6,00
Maiores de 60 anos e estudantes maiores de 12 anos R$3,00. GRATUIDADES Amigos do l, crianças até 12 anos e funcionários das empresas mantenedoras e parceiras (mediante apresentação de crachá, com direito a um acompanhante) e quartas após às 15h.

Como chegar Referência: O Museu de Arte Moderna está localizado entre o Monumento aos Pracinhas e o Aeroporto Santos Dumont

Ônibus (linhas e pontos)
Da Zona Sul >> Via Parque do Flamengo: 472 (Leme), 438(Leblon),154 (Ipanema), 401 (Flamengo), 422 (Cosme Velho). Ponto na Avenida Beira Mar em frente à passarela.
Via Aterro: 121, 125 e 127 (Copacabana). Ponto na Avenida Presidente Antônio Carlos em frente ao Consulado da França.
Da Zona Norte >> 422 (Tijuca), 472 (São Cristóvão), 438 (Vila Isabel),401 (Rio Comprido). Ponto na Avenida Presidente Wilson, em frente à Academia Brasileira de Letras.
Da Zona Oeste >> Frescão Taquara-Castelo (via Zona Sul). Ponto mais próximo localiza-se na Avenida Presidente Wilson, em frente à Academia Brasileira de Letras.
Metrô: Estação Cinelândia

Acesso a deficientes Cadeiras de rodas, rampas de acesso até os salões de exposição, elevadores e sanitários especiais.

Estacionamento Pago no local 7h – 22h

Para mais informações acesse http://mamrio.org.br.


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