Abertura | “Resistir ao passado, ignorar o futuro e a incapacidade de conter o presente”

(Rio de Janeiro, RJ)

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro recebe a partir de hoje a exposição-instalação “Resistir ao passado, ignorar o futuro e a incapacidade de conter o presente”, de Vijai Patchineelam, que tem dois filmes na programação da Cinemateca para o mês de Janeiro.

Adaptado dos textos dos curadores, Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre:
A exposição-instalação de Vijai Patchineelam tem a capacidade de funcionar como uma poderosa “caixa de ressonância” diante da perplexidade de um tempo suspenso entre o que já foi e o que ainda não é. Como articular gestos individuais ou coletivos, artísticos ou sociais, produzidos na montagem de um filme ou ocorridos na tomada das ruas com necessidades muito urgentes que parecem inatingíveis por nossas (boas) intenções? Esse conjunto de “coisas”, ou seja, de imagens em movimento e de objetos dispostos no espaço de uma determinada maneira são perguntas sobre um possível deslocamento na história.

“Resistir ao passado, ignorar o futuro e a incapacidade de conter o presente”. Um título em três atos, sem progressão nem redenção, três situações, apenas três. E ainda assim vemos sendo engendrado um pensamento que polariza dois tipos de tensão social e política; por um lado, a energia difusa do protesto, e por outro, a procura por medidas concretas.

Iniciar com a montagem de um trabalho de 1976 do artista Carlos Zilio – Equilíbrio I, II, III– nas salas da administração do MAM-Rio, ao mesmo tempo em que faz uma homenagem, lança uma pergunta sobre que equilíbrio é possível no mundo hoje, e que efeitos teriam a arte ou as imagens para lidar com este mundo. Como a arte pode ser política e como sua impotência abre perspectivas independentemente das angústias de um heroísmo político extemporâneo?

O tempo da exposição é o hoje que é sempre o ontem e o amanhã, um tempo dilatado e anacrônico, mas com um gancho real nos movimentos de contestação que fervilham à escala mundial. O eco vem da Suécia. Foi lá, durante um verão europeu, que Vijai Patchineelam filmou as marchas e os protestos, as vozes clamando, os ativistas ilegais, os corpos sociais, os carros entediantes, a indisciplina do movimento, as autoestradas do norte, a tentativa continuada da criação de igualdade, muitos jovensna paisagem, a inércia europeia, etc.

Não há denúncia, testemunho ou ilustração de uma qualquer ideia narrativa. O político procura se fazer presente na montagem cinematográfica, a partir de uma outra poética que nos é apresentada logo à entrada desta instalação. A presença concreta e opaca do trabalho de Carlos Zilio, nas palavras de Vijai, serve como “uma espécie de roteiro que estrutura o vídeo de acordo com as três variações de equilíbrio por corte presente na instalação”. E é também uma conversa entre Vijai e Zilio sobre arte. Uma homenagem que os que vêm depois fazem aos que já cá estavam. Talvez a arte seja isso mesmo, um diálogo contínuo em tempos distintos, sobre as mesmas questões.

A exibição dos filmes “Trocas Bruscas” e a sequência “Parte 2” fazem parte da mostra do artista.

“Resistir ao passado, ignorar o futuro e a incapacidade de conter o presente”, de Vijai Patchineelam
Curadoria de Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre
Abertura: 14 de Janeiro, das 16h às 19h30
Exibição dos filmes “Trocas Bruscas” e “Parte 2” no dia 22 de janeiro, às 18h30
Em cartaz até 1 de março de 2015

Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro
Av Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo 20021-140 Rio de Janeiro RJ Brasil.
T +55 (21) 3883 5600
www.mamrio.org.br facebook/museudeartemodernarj
twitter/mam_rio

Horários
ter – sex 12h – 18h | sáb, dom e feriados 12h – 19h
A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação.

Ingressos
Exposições R$12,00 (inclui uma sessão gratuita na cinemateca válida no dia da emissão do ingresso).
Maiores de 60 anos e estudantes maiores de 12 anos R$6,00. Domingos ingresso família até 5 pessoas R$12,00.
Cinemateca R$6,00
Maiores de 60 anos e estudantes maiores de 12 anos R$3,00. GRATUIDADES Amigos do l, crianças até 12 anos e funcionários das empresas mantenedoras e parceiras (mediante apresentação de crachá, com direito a um acompanhante) e quartas após às 15h.

Como chegar Referência: O Museu de Arte Moderna está localizado entre o Monumento aos Pracinhas e o Aeroporto Santos Dumont

Ônibus (linhas e pontos)
Da Zona Sul >> Via Parque do Flamengo: 472 (Leme), 438(Leblon),154 (Ipanema), 401 (Flamengo), 422 (Cosme Velho). Ponto na Avenida Beira Mar em frente à passarela.
Via Aterro: 121, 125 e 127 (Copacabana). Ponto na Avenida Presidente Antônio Carlos em frente ao Consulado da França.
Da Zona Norte >> 422 (Tijuca), 472 (São Cristóvão), 438 (Vila Isabel),401 (Rio Comprido). Ponto na Avenida Presidente Wilson, em frente à Academia Brasileira de Letras.
Da Zona Oeste >> Frescão Taquara-Castelo (via Zona Sul). Ponto mais próximo localiza-se na Avenida Presidente Wilson, em frente à Academia Brasileira de Letras.
Metrô: Estação Cinelândia

Acesso a deficientes Cadeiras de rodas, rampas de acesso até os salões de exposição, elevadores e sanitários especiais.

Estacionamento Pago no local 7h – 22h

Para mais informações acesse http://mamrio.org.br.


O PIPA respeita a liberdade de expressão e adverte que algumas imagens de trabalhos publicadas nesse site podem ser consideradas inadequadas para menores de 18 anos. Copyright © Instituto PIPA