Últimos dias | Vânia Mignone na Mercedes Viegas

(Rio de Janeiro, RJ)
Está chegando ao fim a exposição individual da artista paulistana Vânia Mignone que apresenta 12 pinturas inéditas, sendo 5 de grande formato. Segundo a artista suas obras “nascem da necessidade absoluta de conversar com as pessoas.”

O repertório de imagens de Vânia é figurativo no qual facilmente se reconhece elementos que a artista considera primordiais: figuras humanas, da natureza e objetos do cotidiano. Uma das carcterísticas marcantes nas pinturas é o uso de frases que compõem suas telas, além das cores sólidas e planificadas formadas por grossas camadas de tinta acrílica. Vânia prefere limitar a variação de cores a três ou quatro tons, sempre fortes e brilhantes para chamar a atenção “logo de cara”, como ela mesma diz, passando uma mensagem imediata para quem vê sua pintura. “Construo meu trabalho como placas de sinalização, que você identifica de longe e de maneira óbvia, mas depois deste primeiro momento você tem por trás outras prosas e confabulações”.

Existe um consenso entre os críticos que já dedicaram textos à sua obra, entre eles Moacir dos Anjos, Luiz Camillo Osorio e Agnaldo Farias. Todos concordam que suas imagens provocam diversas leituras. “Muita gente percebe detalhes que muitas vezes eu nem tinha me tocado” diz a artista. Ainda segundo Vânia “o trabalho é um diálogo que passa pelo inconsciente e emoção. A palavra integra-se na pintura como se fosse mais uma cor, objeto, pessoa ou paisagem, são todos elementos pictóricos com o mesmo valor e função.”

Vânia Mignone nasceu em 1967, em Campinas, São Paulo, onde vive e trabalha. Formou-se em Artes Plásticas na UNICAMP e em Publicidade na PUC Campinas em 1989. A partir da década de 1990, envolve-se com pintura e desenho, duas vertentes que se conjugam em sua obra desde então. O eixo central de sua pintura é a narrativa, que se constrói a partir de figuras, palavras e objetos equilibrados sem hierarquias no plano da tela. A artista faz uso despojado de um repertório de personagens, artefatos e artifícios mundanos. Um rosto que poderia se qualquer um, uma cadeira, uma planta doméstica. Na iconografia toda particular que Mignone desenvolve há alguns anos, o tratamento firme da tinta estabelece um fundo consistente; um terreno de possibilidades sobre o qual imagem e linguagem se retroalimentam, tecendo a trama narrativa. Resultam pinturas inconfundíveis, de paleta forte porém econômica, para que a variação de cores não perturbe a história evocada.

“Vânia Mignone”
2 de setembro a 2 de outubro
entrada franca

Galeria Mercedes Viegas
Rua João Borges, 86
Gávea, RJ, Brasil
T 55 21 2294 4305

Horários
Segunda a sexta 12h – 20h
Sábado 15h – 19h


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