Encerramento da coletiva “Cinéticos e Construtivos”

(São Paulo, SP)
“Produzir múltiplos na linhagem construtiva não faz apenas perdurar e expandir um dos mais consequentes movimentos modernos, mas, sobretudo, acentuar o caráter social da acessibilidade que o próprio construtivismo previu em sua origem.” – Ligia Canongia

Com curadoria de Ligia Canongia, a coletiva “Cinéticos e Construtivos” apresenta talentos de várias gerações e nacionalidades dos segmentos que dão nome à mostra. Serão apresentadas obras múltiplas, grande parte delas inéditas, de artistas de diversos países: Abraham Palatnik, Alfredo Volpi, Ana Holck, Artur Lescher, Carlos Cruz-Diez, Daniel Feingold, Elizabeth Jobim, Fabio Miguez, Gisele Camargo, Jesús Rafael Soto, Josef Albers, Julio Le Parc, Laura Vinci, Luciano Figueiredo, Luis Tomasello, Maria-Carmen Perlingeiro, Raul Mourão, Renata Tassinari, Sérvulo Esmeraldo e Tauba Auerbach.

A exposição é focada no elo comum entre os artistas, apesar de suas diferenças de origem e geração, e entrelaça linguagens que se personalizam dentro de uma mesma vertente. A seleção de obras tem o intuito de mostrar a vitalidade desse viés na arte de todos os tempos e de vários países.
(fonte: www.agrund.com)

“O construtivismo surgiu na Rússia do início do século XX, expandiu-se na Europa e ganhou ressonâncias gradativas em todo o mundo. O movimento propunha a arte como programa de ação didática e política revolucionária, buscando dar acesso popular à arte, por meio de signos universais, comunicação imediata e clareza formal, princípios encontrados na geometria. O preceito ideológico do construtivismo, em sua base, era a arte com função social. Havia, portanto, uma ética humanista na opção de seus artistas pela técnica e pelo racionalismo.

Dos planos geométricos às formas dinâmicas e cinéticas decorrentes da mecanização crescente da produção, a arte construtiva visava, essencialmente, fornecer uma ideia visual das transformações da realidade. Nos dias de hoje, porém, o mundo é outro; a modernidade foi questionada por uma visão contemporânea mediada pelas sociedades neoliberais e pela crise pós-moderna dos estilos, mas a poética construtiva sobreviveu aos embates formais ao longo do tempo e manteve sua atualidade no presente. Talvez o senso democrático e universal da geometria – com formas de fácil compreensão por todas as culturas do planeta – e sua penetração estética na vida urbana estejam no âmago de sua resistência.

Produzir múltiplos nessa linhagem não faz apenas perdurar e expandir um dos mais consequentes movimentos modernos, mas, sobretudo, acentuar o caráter social da acessibilidade que o próprio construtivismo previa em sua origem.”
Por Ligia Canongia, curadoria.

“Cinéticos e Construtivos”
24 de agosto a 2 de outubro

Carbono Galeria
Rua Joaquim Antunes, 59
Jd. Paulistano
São Paulo – SP – Brasil
T +55 11 4564 8400
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