“Entre o fenômeno e o monumento: Das manifestações da memória universal”

“Entre o fenômeno e o monumento: Das manifestações da memória universal”, de Alexandre Mazza.
Curadoria de Bernardo Mosqueira

“Entre o fenômeno e o monumento: Das manifestações da memória universal” é uma proposta de experiência delirante. Alexandre Mazza vem se emprenhando em decifrar o que podem os nossos olhos no encontro com o que podem as coisas – e, nessa exposição, nos entrega ao domínio de um universo que nos captura apenas pelo que vemos, mas por nossa incapacidade de evitar a imaginação. Esse é o resultado da atual pesquisa do artista que trata de investigar como a aplicação de diferentes técnicas poderia gerar canais para manifestações de uma memória universal presente nos homens e nos materiais.

Um dos frandes interesses de Alexandre é a fé na imagem, a coragem de acreditar no que vemos, mas que está além da própria capacidade fisiológica de enxergar. A grande matéria da produção de Mazza, portanto, é o exercício do olhar como um dos pensamentos do corpo. Aqui, percebemos que se espero que o espectador seja um criador de imagens durante a experiência com os trabalhos de Mazza, deixando o imaginário enfeitiçar a imagem ou sua ausência, gerando encantamento pelo mistério.

Para produzir “Entre o fenômeno e o monumento: Das manifestações da memória universal”, Mazza venceu as limitações do Rio de Janeiro. Explorou diversos materiais e técnicas tendo o preciosismo como regra e reunindo diversas equipes de especialistas.

Alexandre Mazza tem um percurso muito incomum no circuito da arte contemporânea. A inserção de sua obra no mercado aconteceu violentamente antes mesmo que o artista tiesse consciência dos interesses próprios de sua pesquisa. Essa exposição é um momento pleno em ferilidade e crescimento. As ambições de Mazza em direção ao impossível são cada vez maiores, e isso é perceptível nessa mostra que marca a afirmação do amadurecimento e da pertinência de sua produção. Atento aos fenômenos do urbano, ele quer ser capaz de administrar as formas como o mundo marca os corpos, quer fornecer potente vocabulário para gerar práticas cada vez mais encantatórias. No jogo lúdico da imaginação proposto por seus trabalhos, muitas vezes somos seduzidos por algo que reconhecemos, mas não sabemos o que é. Sua obra, com representações de intensidade dramática, atiça projeções imaginativas e nos faz perceber nossas formas de preencher os vazios. Manejando práticas que tangem o ilusionismo, Mazza quer ser o detentor dos segredos e faz, com essa exposição, o mais místico dos elogios à matéria e dos elogios ao mistério mais interessados no poder dos materiais.

Bernardo Mosqueira
Agosto de 2013

“Entre o fenômeno e o monumento: Das manifestações da memória universal”
27 de agosto – 28 de setembro

Luciana Caravello Arte Contemporânea
Rua Barão de Jaguaripe 387, Ipanema – Rio de Janeiro, Brasil
Tel: (21) 2523.4696 l contato@lucianacaravello.com.br

Horários
De segunda a sexta, das 10h às 19h
Sábado das 11h às 14h



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