I Mostra do Programa de Exposições 2013 | CCSP

I Mostra do Programa de Exposições 2013.

O Programa de Exposições do CCSP é um dos mais bem-sucedidos do circuito de arte de São Paulo. Desde 1990 promove a inserção de artistas em início de carreira (inscritos em edital publicado anualmente e selecionados por uma comissão julgadora) ao lado de outros já consagrados, sempre com o objetivo de divulgar os pensamentos que estão sendo desenvolvidos nas artes visuais atualmente.

Pelo CCSP passaram alguns dos artistas mais relevantes, hoje, no circuito artístico brasileiro e internacional, cujas trajetórias constituem um amplo panorama da produção de arte contemporânea no Brasil.

O projeto curatorial desta edição do Programa está associado à ideia de ocupação urbanística que coincide com a atual política da Secretraria de Cultura – na qual busca uma aproximação entre a ocupação da cidade e o diálogo com a cultura – e com a realização da X Bienal de Arquitetura no CCSP, no segundo semestre de 2013.

Por conta da Bienal, as mostras ocuparão outros equipamentos culturais da cidade. A I Mostra será exposta no Centro Cultural São Paulo, a II Mostra acontecerá na Casa Modernista e na Galeria Formosa (antigo Museu do Teatro Municipal) e a III Mostra estará em cartaz no Gabinete do Desenho (Chácara Lane) e na Galeria Olido.

Os artistas foram agrupados nesses lugares de acordo com as especificidades de suas obras. Na II Mostra essa itinerância se deu pela reunião de trabalhos que investigam espaços alternativos de exibição, como, por exemplo, a Casa Modernista, que é um ícone da arquitetura e do pensamento modernista, onde as obras apresentadas abordam formatos/dimensões, conteúdos e estética em contato direto com a história da construção. Já na III Mostra, no Gabinete de Desenho, as produções são voltadas ao pensamento e criação de universos temáticos/técnicos acerca do desenho, principalmente sobre papel, e também possuem um recorte curatorial a partir de pesquisas baseadas na Coleção de Arte da Cidade, sob guarda do CCSP, e parcialmente em exposição nesse Gabinete. Além disso, na Galeria Olido, a seleção das obras está relacionada com a temática da estética urbana.

Neste ano, a Curadoria de Artes Visuais recebeu cerca de 700 trabalhos e, deste total, foram selecionados 12 artistas: Daniel Escobar, Chico Togni, Jimson Vilela, Keyla Sobral, Maíra das Neves, Márcia Granero, Newton Goto, Pedro Wirz, Rafael RG, Rodolpho Parigi (indicado ao PIPA 2011), Rodrigo Cass, Thiago Gonçalves. A comissão julgadora de 2013 é formada pelo artista e professor Orlando Maneschy, pela curadora Kiki Mazzucchelli e pelo curador do Museu de Arte de Ribeirão Preto, Nilton Campos. Em paralelo, Marcelo Cipis e Paulo Climachauska exibem trabalhos inéditos a convite da Curadoria de Artes Visuais do CCSP.

O artista selecionado Rafael RG foi indicado ao PIPA 2012

“O Museu invisível”, de Rafael RG

Instalação composta de 10 cavaletes de vidro e cimento (iguais aos cavaletes criados por Lina Bo Bardi para o MASP). Na parte da frente dos cavaletes haverá 10 reproduções de obras de arte desaparecidas, no verso, uma documentação acerca das obras furtadas.

Na madrugada de hoje, a audaciosa imaginação dos ladrões escolheu um dos principais pontos turísticos de Paris como palco de um novo plano. A lógica que justifica a ação de como e por qual razão se apropriar do bem alheio é digna de nota. O alvo da vez: o primeiro museu no sentido moderno da palavra (ou seja, a primeira coleção pública), fundado em 1793. De acordo com a polícia, o suspeito, cuja identidade não foi revelada, encontrava-se em estado de confusão mental. Em depoimento, acusado formalmente de furtar um artefato do departamento de Arte Islâmica, declarou: “Os ingleses se orgulham, e com razão, do Museu Britânico, no qual parte significativa do acervo foi saqueada de colônias e por ocasião de ocupações militares e transportada como butim. Os franceses, igualmente com razão, se orgulham da sua praça da Concórdia que ostenta um obelisco egípcio.” Tratava-se e ainda se trata de um lugar comum o fato de o comércio ilegal de bens culturais ser uma das categorias de crime mais praticadas, muitas vezes utilizado como moeda de troca para financiar outras atividades ilícitas. Não é acaso verdade que a boa fama o furto encobre? Se não bastam os provérbios, aí está a História para nos convencer. Como no jogo infantil, ganha aquele que der o soco mais fraco.

– Antônio Ewbank

O artista convidado Marcelo Cipis é indicado ao PIPA 2013

“Pinturas em geral”, de Marcelo Cipis

Cerca de 45 pinturas, dimensões variáveis, acrílica sobre tela, óleo sobre tela, acrílica sobre lona, acrílica sobre cartão, gesso, latão e papelão. A exposição estabelece um diálogo entre a prática pictórica e a produção gráfica geral do artista.

O Centro Cultural São Paulo acolhe a mostra individual Marcelo Cipis, “Pinturas em geral”. Pintor, desenhista e ilustrador, Marcelo Cipis se formou pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo em 1982.

Esta mostra vem assim oferecer ao público uma seleção de várias obras cujo recorte foi realizado tanto em função das suas temáticas, quanto a respeito das suas formas. Recorte este que foi constituído a partir do acervo pessoal do artista, que ele ampliou durante toda sua trajetória iniciada desde 1977, data a partir da qual começou a trabalhar como ilustrador em revistas e jornais.

Trate-se assim de uma exposição abrangente de uma obra dentro da qual se elaborou, progressivamente, o olhar atentivo e um senso de humor crítico do artista. No entanto, seus trabalhos recentes acrescentam e atualizam de modo mais aprofundado o papel proeminente da figura dentro do espaço, tudo como o ritmo pictórico que oscila entre a fragilidade do traço e a potência intrínseca da cor.

Inspirado da ideia de um gabinete de pintura – a partir do qual o espectador é convidado a deleitar-se de um panorama iconográfico plural e coerente –, esta exposição oferece, pela primeira vez, uma obra que sempre estabeleceu um diálogo entre a prática pictórica e a produção gráfica geral do artista.

Nessa perspectiva, esta exposição nos incita a percorrer um universo singular que explora, até o seu limite, a relação que une a palavra e a imagem, o plano e o vazio, num espaço bidimensional cuja construção elabora-se a partir de um jogo plástico levado a sua essência: ponto, linha e plano.

– Samuel de Jesus

Abertura:
22/6/2013 (sábado), às 15h – haverá visita guiada com os artistas e os críticos do Programa e lançamento do Catálogo do Programa de Exposições 2012.

Exposição:
23/6 – 25/8
De terça a sexta, das 10h às 20h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade
Tel: 11 3397 4002
Piso Caio Graco



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