Edgar Martins apresenta “Isto não é uma casa” | em São Paulo

Edgar Martins tem 34 anos, nasceu em Portugal, vive e trabalha em Londres, participou da última edição da Bienal de Veneza, em 2011. No dia 22 de março, inaugurou sua primeira individual em São Paulo, com 12 fotografias, de duas séries diferentes: “Isto não é uma casa” e “Uma pesquisa metafísica das habitações inglesas”.

“Isto não é uma casa”, fotografias realizadas em 2008, foi um projeto comissionado pela New York Times Magazine. O trabalho foi produzido em 8 estados americano e 16 diferentes locações, um retrato da crise imobiliária americana, que teve suas raízes no final do século XX mas que só se tornou aparente em 2007.

Edgar Martins usou este projeto como uma intervenção fotográfica na crise, expondo sua extensão, latitude e impacto na economia. “Isto não é uma casa” emerge precisamente naquela conjunção onde a palavra falta, onde a linguagem está perturbada. Leva-nos a explorar a percepção da existência, a explorar os limites, o horizonte e as fronteiras instáveis. É um estudo que vai além da formal investigação e documentação, este trabalho catalisa e reúne novas experiências sobre os novos rumos da arquitetura americana.

A outra série, “Uma pesquisa metafísica sobre habitações inglesas” está estruturada em uma pesquisa topográfica, que ao primeiro olhar, parece tratar de um projeto fracassado de “modernidade”. Nestes prédios nada se move, as construções encobertas na penumbra da noite insistem em nos revelar um imenso vazio. As imagens nos convidam a um jogo de ambigüidades, fragmentos da vida cotidiana, deslocamentos, incompreensão e solidão. O real se torna irreal, ou seria o oposto?
Em suas fotografias, Edgar Martins faz crer que cada imagem é real, mas indícios sugerem de que nem tudo é o que parece ser. O processo se revela lentamente, o sentimento de manipulação temporal é crucial para o trabalho.
As imagens foram feitas em uma cidade cenário, construída em 2003 para realizar treinamentos de oficiais e bombeiros da polícia britânica, nesta série, o artista lida com o urbanismo, suas contradições e ambigüidades. Este centro de treinamento ultra realista, funciona não apenas como simulacro das cidades urbanas inglesas, mas se propõe aqui como metáfora da cidade moderna.

Galeria Moura Marsiaj
visitação: 23 de março a 28 de abril
terça a sexta: 10h30; 19h | sábado: 12h – 18h

Rua Mateus Grou, 618 – Pinheiros/SP
www.mouramarsiaj.com.br

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