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Últimos dias | “Eu quero ver”, individual de Ivan Grilo

(São Paulo, SP) “Eu quero ver” é o cruzamento de duas pesquisas aparentemente distintas feitas por Ivan Grilo, porém unificadas por um ponto em comum: a busca pela necessidade narrativa do homem brasileiro, nesse caso em especial na região nordeste. O titulo da exposição surge parcialmente do uso de camadas e visibilidades presente na obra do artista, e também faz alusão à uma canção de 1974 de Jorge Ben, que diz “Eu quero ver quando Zumbi chegar, o que vai acontecer”. Segundo o artista, “a exposição faz referência [e reverência] a ícones da historia brasileira como Zumbi dos Palmares e Antônio Conselheiro. Há trabalhos que fazem menção à exposição Civilização do Nordeste, montada em Roma em 1965, com curadoria de Lina Bo Bardi, porém nunca aberta ao público em função da censura realizada pela ditadura militar brasileira através de suas embaixadas.”

Acontece este sábado a abertura de “Reverta – Arte e Sustentabilidade”

(São Paulo, SP) A exposição reúne ciência e arte em um mesmo ambiente, o que permite ao visitante a compreensão de todo o processo envolvido na produção, descarte, destinação e reciclagem dos resíduos sólidos pós-consumo. A ideia é despertar no público uma mudança na percepção de que o que muitos pensam ser lixo é, na verdade, resíduo e se tratado como tal, pode representar preservação ambiental, economia de recursos naturais, inclusão social e renda. Participam da mostra Gisela Motta e Leandro Lima, Lenora de Barros, Lucia Koch, Marilá Dardot e OPAVIVARÁ!, entre outros.

“Eu quero ver”, individual de Ivan Grilo segue em cartaz

(São Paulo, SP) A individual de Ivan Grilo, recentemente prorrogada, apresenta um conjunto de obras que aparecem como desdobramentos de duas pesquisas recentes do artista nos últimos anos: a herança cultural africana na sociedade brasileira, principalmente os conhecimentos transmitidos através de gerações pela oralidade, os quais Grilo observou durante sua pesquisa de campo em 2014 na Bahia motivado por um projeto de Mario de Andrade dos anos 1930/40. Somado a isso, a continuação de sua investigação sobre a obra de Lina Bo Bardi, com foco principal no período em que a arquiteta italiana viveu na região nordeste do Brasil.

Trabalhos inéditos de Renato Pera são apresentados em individual

(São Paulo, SP) Em “Reminiscências”, o artista discute a vacuidade do projeto de uma cidade; em oposição ao preenchimento do ato de habitar. Formas simplificadas tornam-se modelos não apenas sobre a vida contemporânea mas também sobre o descompasso entre o mundo como ele é e o mundo individualmente internalizado. Entre desenhos, vídeo, instalação e fotografias muito se diz sobre a cidade e o universo sensível reproduzido sob as estrelas a um só tempo. A memória agindo como elo entre os temas sugeridos e discutidos por este artista.

“As Margens dos Mares”, coletiva com participações de Chiara Banfi e O Grivo

(São Paulo, SP) “As Margens dos Mares” é um encontro entre artistas expoentes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal que busca apresentar, por meio das artes visuais e da música, uma expressão da cultura contemporânea destes países lusófonos. Para a exposição foram selecionadas obras de doze artistas – entre eles Chiara Banfi e O Grivo – que refletem sobre questões como memória, espaço e arquitetura a partir de instalações, fotografias, vídeos e objetos. Além da mostra acontecem – somente neste final de semana – encontros musicais inéditos com a presença de músicos dos países convidados.

Imagens capturadas durante os 40 anos de carreira de Luiz Braga em exposição

(Santo André, SP) Imagens entre Pará, Maranhão e Ilha de Marajó permeiam a exposição de Luiz Braga. Do cotidiano desses lugares, olhares captados que transcendem o local e encontram espaço na universalidade. As relações entre tempo e espaço percorrem este recorte de quase quarenta anos do trabalho do fotógrafo paraense. O olhar sobre a obra de Luiz Braga nesta exposição é de Diógenes Moura, escritor e editor independente.

Abertura | “Condomínio”, individual de Vivian Caccuri

(São Paulo, SP) Em “Condomínio”, Vivian Caccuri mostra quatro diferentes séries de trabalhos inéditos, fazendo uso da tecnologia para refletir sobre a permeabilidade entre espaço público e espaço privado. Os materiais, formas, lugares e dinâmicas da mostra fazem parte da pesquisa do trabalho “Caminhada Silenciosa”. Assim, como já acontece com as caminhadas, “Condomínio” reorienta a presença física do visitante, refletindo sobre o papel da intimidade e da integração das diferenças (ou a exclusão das duas) na constituição do espaço público: estaria o mundo material brasileiro sob um processo de condominização?

Em cartaz | “Akakor”, coletiva com Felipe Cohen e Marcius Galan

(São Paulo, SP) Akakor é uma exposição que reúne atos de charlatanismo no meio artístico. As curadoras estão interessadas em métodos através dos quais artistas enganaram, iludiram, traíram e enrolaram seu público, usando tais estratégias ora na forma, ora no conteúdo de seus trabalhos – e, muitas vezes, em ambos. Ao escolher o charlatão (isto é, “a pessoa que pretende ou alega ter mais conhecimento ou habilidades do que ele ou ela realmente possui”), como o herói da mostra, as curadoras propõem uma reflexão sobre um assunto que não só é pertinente para a arte, mas urgente para a sociedade.

Antonio Saggese faz alusão ao cinema noir em nova individual

(Rio de Janeiro, RJ) Sem som ambiente, câmera e enquadramentos são fixos. O tempo do evento não é alterado e não há montagem, pois a cena é, quando muito, cortada em seu princípio ou fim. O registro em branco e preto acontece já na câmera, no momento da captura, não na pós-produção. As imagens são captadas com uma discreta câmera fotográfica portátil. Antonio Saggese capta tomadas noturnas, em uma fotografia alusiva ao cinema noir.

Eduardo Berliner, Marcone Moreira e Thiago Rocha Pitta em cartaz com “E se quebrarem as lentes empoeiradas?”

(São Paulo, SP) “E se quebrarem as lentes empoeiradas?” busca subversões dos nossos saberes recorrentes, que são baseados num entendimento racional e científico. Para a curadoria, “quebrar as lentes” significa, a grosso modo, duvidar desses entendimentos por meio de gestos que coloquem à prova nossas supostas certezas. “Diante das certezas, dispositivos técnicos e sistemas lógicos que pautam nossa apreensão do mundo, a exposição reúne artistas que propões alternativas às formas estabelecidas ao abrirem-se a elementos como: sabedoria popular, a transmissão oral, a consciências voltada a aspectos cósmicos e da natureza, a práxis direcionada pela intuição e pelo acaso”, informa o texto curatorial.

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