Exposição 2015

A mostra do PIPA 2015 aconteceu no MAM-Rio, de 5 de setembro a 15 de novembro de 2015, com obras dos quatro artistas finalistas da sexta edição do Prêmio: Cristiano Lenhardt, Leticia Ramos, Marina Rheingantz e Virginia de Medeiros.
 
Assista ao vídeo com os bastidores da montagem da mostra PIPA 2015, com a participação dos artistas contando um pouco sobre o que expuseram:
 

 
Repercussão na mídia:
 
Em matéria intitulada “O estado atual da arte” publicada em novembro de 2015 no Segundo Caderno do jornal O Globo, a crítica de arte e curadora independente, Luisa Duarte, declarou que a exposição dos finalistas oferece um termômetro da produção contemporânea, e que o Prêmio – principalmente pelo seu “valor de termômetro da produção recente” – vale ser seguido por quem se interessa pelo passado e o futuro por vir da arte contemporânea realizada no Brasil. Leia a matéria completa.
 
Sobre a exposição e os artistas:
(Imagens da mostra mais abaixo)
 
Cristiano Lenhardt é natural de Itaara, RS e vive em Recife desde 2006. Seu trabalho se caracteriza pela multiplicidade de técnicas – como desenho, pintura, fotografia, vídeo, instalação e colagem – e de materiais que utiliza.

Para a mostra do PIPA 2015 Lenhardt preparou três obras inéditas (todas de 2015, feitas especialmente para a exposição no MAM-Rio) e uma de 2013, que ocuparam seu espaço das paredes ao chão.

Nele foram apresentadas “Perfurações azul/vermelho”, feita com lápis de cor sobre papel com perfurações; “Perfurações grafite”, grafite sobre papel com perfurações, uma obra sem título elaborada com papéis recortados, a obra “TV jornal corte”, composta por monitores de televisão e jornal, e “Um jogo”, única obra de 2013, composta por trezentas peças de madeira pintada.

Leticia Ramos foca sua investigação artística na criação de aparatos fotográficos próprios para a captação e reconstrução do movimento e sua apresentação em vídeo, instalação e fotografia. Nascida em Santo Antônio da Patrulha, RS, tem 39 anos, vive na capital paulista e seus trabalhos já foram expostos em importantes mostras e galerias, como a Tate Modern em Londres.

Na exposição do PIPA o público pôde ver as fotografias de 2014: “Fenda”, feita a partir de Polaroid medindo 110×140 cm, “Meteorito 1”, fotografia a partir de microfilme, de 100×85 cm, “Paisagem #1” e “Paisagem #2”, ambas fotografia a partir de microfilme, medindo 100×210 cm (cada). Ramos mostrou ainda a instalação “Projeção holográfica”, de 2015.

Única pintora, Marina Rheingantz é também a mais jovem do grupo de finalistas de 2015, com 31 anos. Apesar da idade, já há algum tempo recebe destaque na mídia como uma das representantes da nova geração de artistas brasileiros que vêm retomando a tradição da pintura. Natural do interior, vivendo há muitos anos na capital paulista, produz obras com tinta à óleo sobre telas de grande escala, onde predominam paisagens e figuras abstratas.

Rheingantz selecionou quatro pinturas, para apresentar no MAM-Rio, todas em óleo sobre tela, feitas no ano de 2015 e em exibição ao público pela primeira vez durante a mostra do PIPA 2015. São elas: “Caracol”, que mede 60×80 cm, “Circuito”, 270×400 cm, “Cruzeiro do Sul”, 180×150 cm e “Tenda marroquina”, medindo 200×250 cm.

Virginia de Medeiros nasceu em Feira de Santana, BA, vive em São Paulo, e tem 42 anos. Em seu trabalho, se apropria de estratégias documentais para ir além do testemunho, questionando os limites entre realidade e ficção.

Dentre as obras expostas, na mostra do Prêmio, estava “Sergio e Simone”, que recebeu destaque na 31ª Bienal de São Paulo, SP. Nela, De Medeiros retratava Simone, uma travesti usuária de drogas que, cerca de um mês após a primeira filmagem, entra em convulsão por causa de uma overdose de crack, seguida de um delírio místico, no qual acredita ter se encontrado com Deus, um encontro que a teria feito escapar da morte. A partir desse episódio Simone abandona a sua condição de travesti, retoma o seu nome de batismo Sérgio e, num surto de fanatismo, se considera uma das últimas pessoas enviadas por Deus para salvar a humanidade.

Também em exibição estavam as obras “Alexandre”, “Marcus”, “Maria da Penha”, obras da série “Fábula do olhar”, 2013, compostas por fotopintura digital sobre papel, texto e áudio além do vídeo “Em torno dos meus marítimos”, 2014 e de quatro fotografias da mesma série intituladas “Manilas bar – casa da Marinalva”.

Os finalistas concorreram a R$130 mil do PIPA e R$24 mil do PIPA Voto Popular Exposição. Para ver quem foram os vencedores, clique aqui.


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