João Laia

Membro do Comitê de Indicação do Prêmio PIPA 2017

João Laia (1981, Lisboa) é curador e escritor, com formação em Ciências Sociais, Teoria Cinematográfica e Arte Contemporânea. Seus projetos exploram as relações mútuas entre pensamento filosófico, estruturas sociais, tecnologia e representação. Exposições recentes incluem “H Y P E R C O N N E C T E D”, no Museu de Arte Moderna de Moscou (MMOMA), projeto estratégico da V Bienal Internacional de Arte Jovem de Moscou, e “Hybridize or Disappear” (2015), no Museu Nacional de Arte Contemporânea de Lisboa (MNAC) e nos Paços do Concelho da cidade do Porto. Em 2012-13, Laia frequentou o programa de pós-graduação e pesquisa autodirigida CuratorLab em Konstfack, Estocolmo, e em 2013-14 foi curador de imagem em movimento do festival de cinema IndieLisboa.

Em 2014, ele participou do programa de residência em curadoria da Fondazione Sandretto Re Rebaudengo, em Turim, e em Barcelona co-fundou The Green Parrot, um espaço independente focado em práticas artísticas contemporâneas do sul da Europa, Oriente Médio, Norte da África e América Latina. Outras exibições, programas de performance, eventos e exposições aconteceram no Videoex, em Zurique; Parque Lage, no Rio de Janeiro; Moderna Museet e Filmhuset – Svenska Filminstitutet, em Estocolmo; Xcèntric/CCBB, em Barcelona; Jaqueline Martins, em São Paulo, Waterpieces Festival/NOASS – Latvian Video Art Archive, em Riga; Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa; e, em Londres, Cell Project Space, DRAF – David Roberts Arts Foundation, Delfina Foundation, South London Gallery e Whitechapel Gallery.

Laia é curador da Opening, seção da feira de arte ARCO Lisboa, e membro das equipes curatoriais da exposição inaugural do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) de Lisboa (2015-17) e do Videobrasil, festival biannual de arte contemporânea dedicado ao sul global e sediado no SESC Pompeia, em São Paulo (2014-). Projetos futuros incluem as instituições Sixty Eight Art Institute, em Copenhagen; State of Concept Athens, em Atenas; La Casa Encendida, em Madrid; DAMA, em Turim; e Syntax, em Lisboa, todas para 2017.

Ele é contribuidor regular da revista Mousse e já escreveu para publicações como frieze, Spike Art Quarterly, Flash Art, Terremoto ou Público, e atualmente prepara como editor uma monografia sobre o trabalho de Daniel Steegman Mangrané e um estudo sobre cosmologias não-ocidentais, ambos publicadas em 2017. Ele deu palestras e participou de conferências e debates na Jawaharlal Nehru University (JNU), em Nova Delhi (2015); KIASMA Contemporary Art Museum, em Helsinquia; e Salon / Art Basel Hong Kong, ambos em 2016. Participou também do workshop de curadoria da 9a Bienal de Berlim, dirigido por Armen Avanessian.

Laia tem uma licenciatura em Cultura e Estudos de Mídia (Lisboa e Milão, 2004), mestrados em Estudos Cinematográficos (2010) pela King’s College London e Curadoria de Filme (2011) pela London Consortium, plataforma colaborativa de pesquisa de pós-graduação interdisciplinar criada pela colaboração da Architectural Association, do Institute of Contemporary Arts (ICA), do Science Museum, da TATE e da Birkbeck College, University of London, onde atualmente é candidato de doutoramento (2013-).


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