Eneida Sanches

Salvador, BA, 1962.
Vive e trabalha em Salvador, BA.

Indicada ao PIPA 2014.

Eneida Sanches constitui sua obra a partir de painéis e objetos compostos aproximadamente dez mil gravuras em metal impressas sobre papel – “Água forte” e “Água Tinta” -, cada uma medindo 5×5 cm, montadas sobre de fios de aço. As instalações resultantes fazem fronteira entre a gravura e a escultura.

A produção de Eneida Sanches articula-se sobre a escolha emblemática do conceito de Transe como fenômeno religioso e social de representação coletiva das especificidades da cultura afro-baiana e suas imanências históricas. Seu repertório iconográfico origina-se no universo dos rituais do candomblé e suas ordens funcionais Dez mil gravuras em metal são impressas em papel e a convergência dos limites funcionais de cada mídia também sublinha na obra o transbordamento entre a gravura e escultura.

O percurso da obra “Transe” inicia-se em 1992, a partir de uma visita ao Mercado São Joaquim em Salvador, na Bahia. Ao deparar-se com olhos de boi ali vendidos para práticas rituais do Candomblé, Eneida decide gravá-los em metal e imprimi-los. Os olhos do boi são um elemento ritual utilizado para desarmar um feitiço, o do mau-olhado, também dito olho-grosso. Os painéis de olhos de boi são executados a partir da rotação das gravuras sobre seus ângulos e matizes, conseguidos pela tiragem sucessiva sobre a mesma matriz sem acréscimo de tinta. O efeito causado pela alternância de sua disposição nos fios de aço induz o olhar à ilusão de um movimento.

Sites: www.eneidasanches.blogspot.com
www.lazygoatworks.com

Video produzido pela Matrioska Filmes com exclusividade para o PIPA 2014.



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