Retrospectiva da Exposição dos Finalistas do Prêmio PIPA 2019

Depois de quase dois meses em cartaz, encerramos a exposição da décima edição do Prêmio PIPA no último dia 28. Durante a exibição, preparamos uma programação especial na Villa Aymoré para apresentarmos os trabalhos dos finalistas e, ao chegarmos ao fim, agradecemos aos artistas, pesquisadores e curadores que marcaram o PIPA 2019. Preparamos agora uma retrospectiva para relembrar alguns dos destaques do Prêmio.

Entre os finalistas, Berna Reale trabalha com instalações e performances. A artista, de Belém, PA, já foi finalista em 2013 e vencedora do PIPA Online 2012. Berna mistura questões de delito e conflitos sociais que testemunha como perita criminal do Centro de Perícias Científicas do Estado do Pará, desde 2010, com o trabalho artístico. Berna apresentou “Terra em Jejum”, instalações que remetem à morte da infância no Brasil, país que prende e assassina uma parcela significativa de seus jovens, principalmente pobres e negros. A artista preparou uma conversa sobre a obra no dia da abertura.

 

Cabelo é poeta, músico e artista plástico e produz desenhos, pinturas, esculturas, canções, performances, vídeos e “instaurações”. Com foco na expressividade do corpo, Cabelo apresentou na abertura da exposição seu trabalho “Luz com Trevas”, um mix de exposição, show e um disco, linguagens que se misturam formando uma só obra.

 

Jaime Lauriano busca, através de peças audiovisuais, objetos e textos críticos, recuperar a memória social, revisar e reelaborar a história coletiva brasileira. Lauriano parte da retratação de violentas relações mantidas entre instituições de poder e controle do Estado – como a polícia, os presídios, embaixadas, fronteiras – para evidenciar como sujeitos moldam os processos de subjetivação da sociedade. No Prêmio, ele expôs “Trabalho”, duas esculturas e três colagens de uma pesquisa recente sobre as rotas de tráfico colonial.

Vencedor do Prêmio PIPA 2019

 

Guerreiro do Divino Amor, vencedor do PIPA 2019, constrói em seu trabalho um universo de ficção científica a partir de fragmentos de realidade, usando como meio de expressão principalmente técnicas audiovisuais, publicações e instalações. Sua pesquisa explora as “Superficções”, um atlas ficcional mundial que explora questões políticas, sociais e religiosas. Na exposição, Guerreiro apresentou três vídeos dessa série, SuperRio, Supercomplexo Metropolitano Expandido e Cristalização de Brasília, sobre o Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Guerreiro recebeu uma doação adicional de R$30 mil pelo prêmio e vai desenvolver um novo projeto com esse investimento do Instituto PIPA.

Júri de Premiação

 

A escolha do vencedor foi feita pelo Juri de Premiação convidado: Luiz Camillo OsorioTadeu Chiarelli, Jessica Gogan, Raphael Fonseca e Regina Silveira. Agradecemos imensamente a colaboração dos profissionais para o Prêmio. 

PIPA & PIPA Voto Popular

 

Este ano, a categoria Voto Popular não conta mais como categoria de premiação. Ou seja, o artista vencedor não recebe mais uma doação, mas mantivemos uma votação popular para interação do público. Este ano, assim como o Juri de Premiação, o público também escolheu Guerreiro do Divino Amor como vencedor. Ao longo do período expositivo foram 755 votos, 267 para Guerreiro, 198 para Jaime Lauriano, 160 para Cabelo e 80 para Berna Reale; 50 votos foram nulos.

Programação especial

 

Além da performance de Cabelo e das conversas feitas pela Berna Reale e por Jaime Lauriano no dia da abertura, outras atividades foram incluídas na programação da Exposição na Galeria. No sábado dia 24 de agosto, a Villa Aymoré preparou uma série de atividades educativas para crianças na Galeria, desde colagens à contação de histórias. No último dia da exposição, dia 28 de setembro, Clarissa Diniz comandou uma conversa com Guerreiro do Divino Amor, o vencedor do Prêmio, e Luiz Camillo Osorio também conversou com Marcelo Campos. Confira a conversa entre Guerreiro e Clarissa Diniz no último dia da exposição.

 


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