Pedro Motta e o meio ambiente: sua participação na coletiva “Ambiental: arte e movimentos”

(São Paulo, SP)

A exposição coletiva “Ambiental: arte e movimentos” reúne no MuBE (Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia) o trabalho de 22 artistas, incluindo Pedro Motta. Com curadoria de Cauê Alves, curador chefe do Museu, e Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a mostra fica em cartaz de 31 de agosto a 03 de novembro e conta com trabalhos em diversas mídias, como desenhos, fotografias, instalações e pinturas que abordam de forma direta ou indireta as questões ecológicas. Também foi separado um espaço para que as organizações socioambientais mostrem suas ideias e ações, e são elas: Fundação SOS Mata Atlântica, Greenpeace, Instituto Socioambiental (ISA), Fundação Pró-Tamar, Save-Brasil e WWF-Brasil. A elas foi destinada a área externa do MuBE, onde estiveram presentes no dia de abertura e onde estarão na tradicional feira dominical, trazendo uma série de ações.

O objetivo da exposição é reafirmar o papel do Museu no debate das questões do meio ambiente, um museu que foi criado a partir da organização da sociedade civil durante o processo de abertura política no final da década de 1980, como forma de defender a qualidade de vida na cidade e de preservar o verde. A Fundação SOS Mata Atlântica foi criada no mesmo ano em que aconteceu a concessão de um terreno para a estruturação do MuBE, em 1986. Nesse período, tanto a consciência ecológica quanto a luta pela democracia e pelas causas sociais no Brasil estavam emergindo, e um forte movimento ambientalista estava sendo organizado no país para criar espaços de debate sobre o assunto. Essa história é abordada na exposição, onde uma linha do tempo com imagens, vídeos e informações está disponível para o público, contando também as conquistas alcanças até hoje.

Marcia Hirota, a já mencionada diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, atenta para a relevância de movimentos que lutem pelo meio ambiente: “Nascemos do interesse genuíno de lutar por algo que é de todos e assim devemos nos manter, sempre respeitando as características e funções da natureza para nosso bem-estar. É importante que a sociedade entenda a importância dos movimentos socioambientais. Sempre colaboramos para o debate a partir de dados científicos, na formulação de estratégias relevantes e políticas públicas eficazes para toda a população”. Já Cauê Alves, o curador da mostra, destaca o papel da arte nessa luta: “Temos enfatizado um olhar contemporâneo sobre a arte para ampliar o entendimento das pessoas sobre a ocupação do espaço e incorporando as expressões que dialogam com nosso ambiente”.

“Ambiental: arte e movimentos”, coletiva com a participação de Pedro Motta
Em cartaz de 31 de agosto a 03 de novembro

MuBE (Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia)
Rua Alemanha, 221, Jardim Europa, São Paulo, SP
Horários: Terça a domingo, das 10h às 18h
Contato: +55 11 2594 2601
Entrada Franca

 

 



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