Diego de Santos faz paralelo entre a vida no RJ e no CE

(Fortaleza – CE)

Natural de Caucaia, no Ceará, Diego de Santos apresenta, a partir de 6 de julho, primeira individual na Sem Título Arte, mostra na qual Diego faz paralelo entre sua cidade natal e o Rio de Janeiro. “Fato atípico e outros delitos existenciais” reúne obras em desenho, instalação, objeto e vídeo que foram pensadas em um contexto de deslocamento constante.

Segundo Fernanda Lopes, curadora da exposição, “A noção de morada, muitas vezes pensada em uma dimensão autorreferente, agora se expande para uma abordagem coletiva atenta a fenômenos de ordem social e política”, em que o artista discute a ausência de alguns direitos básicos, como água, energia elétrica, gás, TV a cabo e internet, e a desigualdade em ambas as cidades. Nos desenhos sobre madeira compensada, caixas d’água com logomarca que sugerem à prática ilegal aparecem integradas a representações de moradias erguidas intuitivamente, ou uma representação da cultura brasileira do “jeitinho”.

As obras em vídeo são realizadas através do Street View, no Google Maps, em que o artista interfere na velocidade de navegação com o objetivo de travar e distorcer a visualização das imagens, causando um efeito construtivista.

“Fato atípico e outros delitos existenciais”, individual de Diego de Santos
Curadoria de Fernanda Lopes
Em cartaz a partir de 6 de julho

Sem Título Arte
Rua João Carvalho, 66, Aldeota, Fortaleza – CE



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