Assista às novas vídeo-entrevistas de artistas indicados ao PIPA 2019

Assista mais vídeo-entrevistas com artistas indicados à décima edição do Prêmio PIPA, produzidas em pela Do Rio Filmes e publicadas esta semana. Nelas, você aprende mais sobre a obra, carreira, inspirações e muito mais de Agrippina Manhattan, Alexandre Brandão, Anitta Boa Vida, Guerreiro do Divino Amor, Berna Reale, Gê Viana, Gokula Stoffel e João Trevisan.
Clique nos nomes dos artistas para ver suas páginas atualizadas.

Agrippina Manhattan

Agrippina R. Manhattan é artista, pesquisadora e travesti. Nasceu e cresceu em São Gonçalo, hoje vive e corre atrás de trabalho no Rio de Janeiro. Seu trabalho é parte de uma profunda preocupação sobre tudo aquilo que restringe a liberdade. A palavra, a norma, a hierarquia, o pensamento. A artista sente que não é obrigada a nada e isso a realiza. Escolheu seu nome e inventou a si mesma, da mesma forma como escolhe um título para um trabalho ou encontra a tradução do que sente em poesia. Pensando escultura como poesia, poesia como escultura e tudo como um só e parte de um.

Anitta Boa Vida

A prática da artista se faz com vídeo, fotografia, objetos, coleta de dados, desenho, hashtags, frases, pixo, entre outras mídias e suportes oportunos: práticas locais em redes globais. A rua como tela, a cidade como prática, a internet como parede. Negociar fluxos de informação em zonas de contato, nas superfícies da cidade. Doação de autoria, empréstimo de verbos. Caminhadas com o propósito de flertar, capturar e colecionar imagens de boys desconhecidos. Selfies de buceta. A mulher como Sul do mundo.

Alexandre Brandão 

Utilizando-se de linguagens como desenho, vídeo e escultura sua obra é marcada por formas que flutuam entre o estranhamento e a familiaridade e resulta em objetos e imagens que sugerem um exercício de embaralhamento da ordem do mundo. Sua prática combina acaso, temporalidade, processos da natureza e da cultura com métodos artesanais de produção.

Guerreiro do Divino Amor

Guerreiro do Divino Amor é mestre em Arquitetura. Sua pesquisa explora as Superficções, forças ocultas que interferem na construção do território e do imaginário coletivo. O artista constrói um universo de ficção científica a partir de fragmentos de realidade, tomando forma de filmes, publicações e instalações.

Berna Reale

Berna Reale trabalha com instalações e performances. Estudou arte na Universidade Federal do Pará e participou de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, bem como em bienais como a Bienal de Veneza “É tanta coisa que nem cabe aqui”, representação brasileira na 56a Bienal de Veneza (Itália), em 2015. Problemáticas concernentes a relações de poder e seu potencial de engendrar violência têm sido, nos últimos anos, o seu grande foco de atenção. Em 2010, Reale tornou-se perita criminal do Centro de Perícias Científicas do Estado do Pará e vive de perto as mais diversas questões de delito e conflitos sociais.

Gê Viana

Criar um caminho na arte hoje parte da ideia de denúncia, lançando mão das categorias estéticas. Gê Viana pensa no legado deixado pelxs fotógrafxs que denunciaram em cliques o cotidiano das grandes metrópoles, guetos e povos tradicionais. O trabalho se desenvolve no ato de fotografar corpos que assume vários recortes com a fotomontagem, retornando um segundo corpo e gerando lambe-lambe em experimentos de intervenção urbana/rural. A partir de um processo em Santos com Lívia Aquino, pesquisadora do campo das artes visuais, resolveu pesquisar a “imagem precária” e os meios de apropriação das fotos históricas de fotojornalistas, já que na maioria dos seus trabalhos se vê o uso de outras camadas fotográficas.

 

Gokula Stoffel

Em sua prática, Stoffel procura materializar imagens mentais evocando memórias e estados psicológicos afim de investigar esses possíveis desdobramentos pictóricos em objetos e espaço. Sua inquietação com a representação na atualidade se evidencia em suas pinturas, que, em realidade, vão para além da “pintura”: Gokula aplica técnicas dessa mídia em materiais industriais remanescentes, pedaços de vidro e tipos de tecidos variados, a fim de criar uma iconografia espacial fragmentada.

João Trevisan

João Trevisan é bacharel em Direito. Seu trabalho consiste em explorar questões relacionadas as características inerentes a matéria, peso, leveza, articulação, equilíbrio e política. Artista plástico, participa de exposições coletivas e individuais desde 2014. Em 2019, abriu a sua terceira individual Corpo, breveinstante, na galeria Karla Osório em Brasília com curadoria Malu Serafim.



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