Gabriela Noujaim critica apagamento da cultura indígena em exposição

(Goiânia, GO)

Nos anos de 2017 e 2018, a artista plástica Gabriela Noujaim se encontrava com mulheres da etnia Guajajara uma vez por semana em uma aldeia indígena chamada Aldeia Maracanã, que fica ao lado do famoso estádio de futebol do Rio de Janeiro. Foi durante este convívio que a artista aprendeu sobre pintura corporal e seu grafismo geométrico, o que serviu de inspiração para a sua nova exposição Demarcações”. A mostra estreou no dia 22 de janeiro e fica aberta ao público para visitação gratuita até o dia 28 de fevereiro, na Vila Cultural Cora Coralina, no Centro de Goiânia.

A exposição individual da carioca tem como objetivo mostrar sua posição em defesa da causa indígena, atualmente muito ameaçada. “Tendo em vista o papel ancestral das nações indígenas na formação do Brasil, procuro ressignificar o processo pelo qual elas passaram, com o objetivo de difundir seus ensinamentos sobre a multietnicidade do povo e sua relação com o meio ambiente”, explicou Gabriela numa entrevista concedida ao site goiano A Redação.

As aldeias atualmente enfrentam mais uma ameaça: a revisão da demarcação dos territórios já concedidos. Por terem um papel ancestral significante na formação do Brasil, a artista acredita que é importante debater a sua preservação. Através de técnicas de impressão serigráfica, a artista apresenta alguns momentos e conhecimentos adquiridos durantes as reuniões na Aldeia Maracanã. A exposição critica a tentativa de um apagamento histórico da cultura indígena e a violência contra o corpo feminino.

“Demarcações”, individual de Gabriela Noujaim
Em cartaz de 22 de janeiro a 28 de fevereiro de 2019

Vila Cultural Cora Coralina
Rua 3, s/n – St. Central, Goiânia – GO
Horário de funcionamento: seg-dom de 9h ás 17h



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