Regina Parra, "Tenho medo que sim", 2018

Regina Parra explora o corpo feminino em “Eu me levanto”

(Itu, São Paulo)

“Um corpo potente e lascivo e, ao mesmo tempo, vulnerável. O erotismo e a vulnerabilidade aqui são sinais de resistência. Uma estrutura capaz de superar limitações e transcender. Diante disto, a indagação: como transformar e adaptar esses movimentos?”. Essa é a questão que Regina Parra investiga em “Eu me levanto”, individual concebida para o edital de ocupação da Fundação Marcos Amaro (FMA) e curada por Galciani Neves. Na exposição, que começa no dia 17, a artista explora o corpo feminino através da ideia do poema de mesmo nome (Still I Rise, da escritora, poeta e ativista norte-americana Maya Angelou). “É um corpo que escolhe se abrir ao invés de se blindar”, ela explica.

Além de Angelou, Parra também faz referência ao trabalho de Shakespeare na obra Hamlet, em que Ofélia é retratada como uma figura nobre, frágil e doce, enquanto os homens desse momento histórico eram majoritariamente representados como as figuras públicas que detinham poder político, econômico ou social. A artista faz uma crítica à então imagem do feminino em que, segundo ela, “todas refletiam ideais restritivos de beleza que apagavam a subjetividade feminina”.

Com essa ideia, Regina Parra retrata Ofélia em uma série coreográfica em que a própria artista encena a personagem, mas, dessa vez, ilustrando sensualidade e violência implícitas, “não mais como a frágil e dócil amante de Hamlet”. Assim, Parra simboliza a mulher contemporânea que se levanta, em referência à Angelou.

Série coreográfica Lasciva

Movimento número 1 – para cuidar do imaterial
Duração: 40′
Primeira sessão: 11:00
Segunda sessão: 13:30

Movimento número 2 – verbo
Duração: 30′
Primeira sessão: 12:30

“Eu me levanto”, individual de Regina Parra
Curadoria de Galciani Neves
Em cartaz de 17 de dezembro a 9 de março de 2019

Fundação Marcos Amaro (FMA)
Rua Padre Bartolomeu Tadei, 9. Itu – SP
Horário de funcionamento: qua – dom,  das 10h às 17h
Entrada gratuita


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