David Almeida, “Oferenda”, 2018, óleo sobre tela, 120 x 100 cm

David Almeida dá destaque a ângulos pouco percebidos no meio urbano, em “Paradeiro”

(São Paulo, SP)

O que foge ao “olhar viciado” do cotidiano urbano pode, muitas vezes, se tornar fonte de inspiração para artistas. David Almeida, indicado ao Prêmio PIPA 2018, chama de “Paradeiro” a primeira individual – com curadoria de Ana Roman – exposta em São Paulo, que se direciona para esse ângulo mais escondido da cidade, sem retratá-la de forma completa.

Na mostra, Almeida apresenta pinturas inspiradas em fotografias feitas por ele mesmo, que enxergam a paisagem natural “em forma de fragmentos”. O brasiliense radicado em São Paulo parte de percursos pela cidade em busca de elementos pouco percebidos em meio ao caos de informações externas: “acidentes geográficos, buracos, refúgios improvisados” e outras imagens que fazem parte de várias rotinas, mas que ganham pouco destaque na percepção das pessoas.

O nome da exposição busca representar o local de chegada, mas também o de partida, em uma espécie de “narrativa sobre o fim”, segundo Ana Roman. Há tentativa de retratar “fragmentos de não-lugares” que, para o artista, pode significar pertencimento.

“Paradeiro”, individual de David Almeida
Curadoria de Ana Roman
Em cartaz de 18 de agosto a 15 de setembro de 2018

Zipper Galeria
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