Prêmio PIPA 2017: Vale a pena ler de novo

Desde que Luiz Camillo Osorio assumiu a curadoria do Instituto PIPA, em janeiro de 2016, o site do Prêmio PIPA ganhou ainda mais destaque com a inclusão de uma coluna mensal de Osorio, espaço onde o crítico mistura, com destreza, suas facetas de filósofo e de curador. O site já reúne mais de 40 textos críticos exclusivos, nos quais Camillo reflete sobre questões atuais da arte. Além dos textos, o curador também faz uma série de entrevistas exclusivas com os finalistas do Prêmio, reforçando a importância da reflexão sobre os processos de construção de um trabalho e aproximando os artistas do público.

Todo esse conteúdo é veiculado nos sites em português e inglês do Prêmio, onde também são publicados, diariamente, posts de agenda cultural, que registra o que andam fazendo os artistas que participaram do Prêmio. Pensando nisso, preparamos uma retrospectiva de alguns dos textos mais lidos da coluna do Camillo durante o ano. Leia, abaixo, alguns dos destaques do site do Prêmio PIPA em 2017. Para ler os textos na íntegra, basta clicar na imagem. 

“Arte não é informação”, texto crítico de Luiz Camillo Osorio. Refletindo sobre a relação entre a arte e seu púbico, o curador aponta para o pappel fundamental da imaginação, da subjetividade e da atenção ao se colocar diante de uma obra, em tempos onde a arte é mediada por textos explicativos e descritivos.

“Morte em Veneza”, texto crítico de Luiz Camillo Osorio. No texto, Camillo fala sobre a volta do polêmico Damien Hirst com a exposição monumental “Treasures from the wreck of the unbelievable”, levantando questões sobre os excessos do mundo da “pós-verdade” e da ironia, contrapondo o “delírio desmedido” de Hirst à “intensidade do menos”.

“A arte foi ao banheiro”, texto crítico de Luiz Camillo Osorio. A partir de uma análise da obra “America”, de Maurizio Cattelan, o texto levanta uma reflexão sobre o lugar da arte e seu poder político em um cenário em que ela é, de um lado, capturada pelo mercado e, do outro, institucionalizada, perdendo a força e a acidez crítica que se propõe a ter.

O finalista do Prêmio PIPA 2017 Antônio Obá fala sobre sua trajetória artística e sobre temas e questões que atravessam sua produção na conversa com Luiz Camillo Osorio.

“Eu me interesso pela leitura crítica de estereótipos e clichês”, afirma Bárbara Wagner em sua conversa com Luiz Camillo Osorio. A finalista do Prêmio PIPA 2017 fala sobre sua pesquisa em torno de temas como classe, cor, identidade e brasilidade na sua produção.

Luiz Camillo Osorio conversa com o artista Rodrigo Braga, finalista do Prêmio PIPA 2012. O artista fala sobre sua produção, frequentemente atravessada pelo tema da relação do homem com a natureza. Também conta da sua relação com a fotografia e o vídeo, sua formação artística, e a recepção internacional de seu trabalho.

Por esse ano é só. O Prêmio PIPA deseja que, em 2017, a arte contemporânea brasileira seja ainda mais vista, discutida e questionada.


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