Laercio Redondo aborda a memória em “É preciso ver no escuro”

(Rio de Janeiro, RJ)

A memória coletiva, construída a partir de relatos e vestígios individuais, é a questão central de “É preciso ver no escuro”, individual de Laercio Redondo na Silvia Cintra+Box 4. O artista parte de fragmentos do seu arquivo pessoal, colecionados nos últimos 17 anos, como cartas, fotos e vídeos.

Através desses registros do passado de pessoas comuns, o artista cria uma espécie de memória coletiva que se fortalece e se potencializa justamente pelo cruzamento das histórias de pessoas e lugares remotos. Essas histórias estão impregnadas, por exemplo, em cartas, como a carta escrita em alemão, datada de 1942, que boiava no mar em um porto grego, encontrada pelo artista em 2006; numa série de fotos de um casal que se fotografa mutuamente durante as férias; nos retratos de uma filha que jamais chega a retornar para casa dos pais durante a segunda Guerra Mundial; ou num fragmento de um filme em Super 8 de um baile de debutantes em 1974. Ao mesmo tempo que o encontro dessas histórias acrescenta novas informações ao coletivo, o coletivo também recontextualiza cada relato, cada registro, numa dinâmica onde o passado se deixa invadir pelo presente e vice-versa.

“É preciso ver no escuro”, individual de Laercio Redondo
Em cartaz de 23 de novembro até 22 de dezembro de 2017

Silvia Cintra + Box 4
Rua das Acácias, 104 – Gávea
Funcionamento: seg – sex, 10h às 19h; sáb, 12h às 18h
T: (21) 2521-0426  



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