Coletiva reflete sobre memória e política partindo das ditaduras da América Latina

(São Paulo, SP)

Oito artistas, entre eles a finalista do Prêmio PIPA 2016 Clara Ianni e o indicado ao Prêmio 2016 Jaime Laureano, participam da exposição “Hiatus: a memória da violência ditatorial na América Latina” no Memorial da Resistência de São Paulo. Levantando o debate sobre memória como política – aquilo que se oculta e que se torna público na história são, também, decisões políticas -, a exposição reflete sobre a memória ditatorial da América Latina partindo dos relatórios das Comissões de Verdade.

Se no Brasil, em especial, resiste-se muito à tarefa de elaborar o passado ditatorial do país, em “Hiatus” a proposta é que se encare esse passado de frente. Entendido como um “hiato”, uma interrupção que o destaca da história e de sua continuidade, o passado ditatorial, aqui, é enfrentando, numa busca pela justiça e pela verdade. Esse trabalho de recordação é também importante uma vez que evidencia os elementos de continuidade da violência nos dias de hoje, como o abuso de poder do Estado. “As memórias desses  “hiatos” deve servir de crítica a cada presente: todo ato de memória da ditadura deve ser também um tal momento de reflexão crítica”, afirma o texto introdutório da exposição.  

“Hiatus: a memória da violência ditatorial na América Latina”, coletiva com Andreas Knitz, Clara Ianni, Fulvia Molina, Horst Hoheisel, Jaime Lauriano, Leila Danziger, Marcelo Brodsky e Rodrigo Yanes
Curadoria de Márcio Seligmann-Silva
Em cartaz de 21 de outubro de 2017 até 13 de março de 2018

Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Santa Ifigênia
Funcionamento: qua – seg, 10h  às 17h30
T: (11) 3335-4990



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