“Quando o mar virou Rio” narra a história da relação entre a cidade maravilhosa e o mar

(Rio de Janeiro, RJ)

É um paradoxo, mas a cidade do Rio de Janeiro – batizada dessa maneira porque os portugueses que aqui chegaram acreditavam que a Baía de Guanabara era, na realidade, um curso de água doce – é muito mais associada ao mar, à praia, do que a qualquer outra formação natural. A história dessa relação é narrada em “Quando o mar virou Rio”, que começa nesta sexta-feira, 24 de março, no Museu Histórico Nacional. Curada por Isabel Seixas, Diogo Rezende e Letícia Stallone, a mostra reúne 130 obras de 25 artistas, seis deles já indicados ao Prêmio PIPA.

“A curadoria gosta de pensar que a exposição é uma ode ao movimento da cidade, que começa com a vinda dos primeiros índios que buscavam a terra sem males, passa pelos navegantes portugueses e é porto de partida e chegada de produtos, pessoas e influências de além mar, até quando o Rio se volta literalmente para a praia, desaguando numa paixão do carioca por ocupar a orla de diferentes maneiras”, aponta Diogo Rezende. Já Isabel Seixas, também curadora, ressalta que o hábito carioca de ir à praia não é tão natural quanto parece: “O banho de mar e a cultura de praia estão tão associados ao Rio de Janeiro que nem parecem ser hábitos recentes, com cerca de 100 anos.”

Além das muitas obras pertencentes a acervos (do próprio Museu Histório Nacional, da Biblioteca Nacional, e do Museu da Imagem e do Som, o MIS), participam da exposição ainda dez artistas contemporâneos. O coletivo OPAVIVARÁ!, por exemplo, que abre uma individual n’A Gentil Carioca no dia seguinte, 25 de março, apresenta “EU ♥ CAMELÔ”, que exalta os profissionais das areias escaldantes do verão. Já Laercio Redondo, finalista ao Prêmio PIPA 2013, exibe “Paisagem Impressa”, obra que reinterpreta as gravuras de Debret sobre o Rio de Janeiro de seu tempo, a virada do século XVIII para o XIX.

Veja abaixo algumas das obras em exibição em “Quando o mar virou Rio”:

“Quando o mar virou Rio”, coletiva com Alair Gomes, Alexandre Vogler, Augusto Malta, Benoit Fournier, Bruno Veiga, Eugene Cicere, Frederico Salathé, Genevieve Naylor, Gisela Motta e Leandro Lima, João Steinmann, José Silveira d’Avila, Juan Gutierrez, Júlio Bittencourt, Laercio Redondo, Leon Jean Baptiste Sabatier, Louis Lebreton, Marco Antonio PortelaOPAVIVARÁ!, Rogério Reis, Tito Rosemberg e William Burchell
Curadoria por Isabel Seixas, Diogo Rezende e Letícia Stallone
Em cartaz de 24 de março a 28 de maio de 2017

Museu Histórico Nacional
Praça Marechal Âncora, s/nº – Centro
Funcionamento: ter – sex, 10h às 17h30; sáb, dom e feriados, 13h às 17h
T: (21) 3299-0324
mhn.comunicacao@museus.gov.br



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