Alberto Bitar explora o vazio em individual

(Belém, PA)

Indicado ao Prêmio PIPA em 2010, Alberto Bitar tornou-se, ao longo de seus 25 anos de carreira, um caçador de memórias. As diversas faces dessa busca podem ser conferidas, a partir de amanhã, 21 de fevereiro, em “Sobre o vazio”, individual que o paraense inaugura no Espaço Cultural do Banco da Amazônia.

Às vezes, as memórias são suas: é o caso da série “Todo Vazio”, em que fotografou o apartamento em que viveu por mais de duas décadas com a família antes que fosse repassado para outros moradores. Em outras, as lembranças pertencem a outros, anônimos, como na série “Qualquer vazio”, em que registrou quartos de hotéis recém-abandonados por seus hóspedes. As duas séries, que trabalham no limiar entre fotografia e vídeo, complementam uma à outra: “Fico pensando sobre o quão pessoal ou impessoal podem ser esses dois ambientes, aparentemente diferentes, mas que, independente do tempo de permanência dos seus habitantes, podem guardar, nas memórias dessas pessoas, lembranças e saudades de momentos importantes nas suas histórias”, explica Bitar.

Além delas, outras três séries integram a individual, vencedora do Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais 2017: Completude, Sem título e Breve Vazio, as três produzidas depois de 2010. Em todas elas, contudo, o mesmo tema se repete: o vazio que, apesar de reinante, pode ser preenchido pela subjetividade da imaginação, da recordação, ou da memória.

Conheça mais a fundo o trabalho de Alberto Bitar na vídeo-entrevista concedida pelo artista ao Prêmio PIPA 2010:

“Sobre o Vazio”, individual de Alberto Bitar
Em cartaz de 22 de fevereiro a 7 de abril de 2017
Abertura: Terça-feira, 21 de fevereiro, às 18h30

Espaço Cultural do Banco da Amazônia
Av. Presidente Vargas, 800
Funcionamento: seg – sex, 9h às 17h



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