“Paisagens Invisíveis” constrói cenários inteiros através de sons

(São Paulo, SP)

É verdade que a programação do Museu Brasileiro de Escultura, o MuBE, jamais se limitou à arte que inspira o seu nome, indo da pintura à fotografia, do grafite ao cinema. Não deixa de ser curioso, porém, o fato de que sua exposição mais recente não tem um objeto sequer. Inaugurada no dia 17 de dezembro do ano passado, a coletiva “Paisagens Invisíveis” é exclusivamente composta de sons. Curada por Cauê Alves e Floriano Romano, a exposição apresenta obras de 11 artistas, entre eles Lenora de Barros, indicada ao Prêmio PIPA 2010.

Estruturada em três núcleos ou “paisagens” (naturais, narrativas e eletrônicas), a exposição é também uma forma de explorar o subsolo do prédio do MuBE, que, oculto ao pedestre, torna-se dessa maneira ele mesmo uma “paisagem invisível”.

Para os curadores, o fato de as obras serem percebidas pelo aparelho auditivo não faz com que elas saiam da categoria escultura. Muito pelo contrário: “Ao exigir a escuta”, explicam no texto de introdução à mostra, “‘Paisagens Invisíveis’ revela possibilidades de compreensão do modo como som ocupa e se relaciona com o espaço tridimensional.”

“Paisagens Invisíveis”, coletiva com Caio Cesar Loures, Chelpa Ferro, Detanico Lain, Alexandre Fenerich e Giuliano Obici, Lenora de Barros, Luisa Lemgruber, Luiza Schulz, Projeto Outros Registros, Ricardo Carioba, Sara Não Tem Nome e Sidney Schroeder
Curadoria de Cauê Alves e Floriano Romano
Em cartaz de 18 de dezembro de 2016 a 29 de janeiro de 2017

Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE)
Av. Europa, 218 – Jardim Europa
T: (11) 2594-2601
Funcionamento: ter – dom, 10h30 às 18h



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