Abertura | Daniel Steegmann Mangrané e Philippe Van Snick no MAM-Rio

(Rio de Janeiro, RJ)

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro recebe até novembro a exposição dos artistas Daniel Steegmann Mangrané e Philippe Van Snick. A mostra, com curadoria de Marta Mestre, é fruto de uma parceria institucional entre o MAM Rio e o Museu da Cidade/ Prefeitura de São Paulo e terá outro segmento em outra exposição na Casa Modernista. “A exposição enfatizará o jogo entre simultaneidade e dualismo existentes no trabalho dos artistas”, diz a curadora Marta Mestre. A mostra procura reforçar as redes de curadoria e de colaboração entre as duas instituições, apresentando obras individuais dos artistas e também feitas em parceria. Esta é a primeira exposição dos dois artistas em conjunto em um museu brasileiro.

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Um dos elementos centrais da proposta curatorial para o MAM Rio é a apresentação do trabalho de Daniel Steegmann Mangrané e de Philippe Van Snick sobre um conjunto de mesas de madeira, aproximando os artistas e o olhar do visitante. Para Marta Mestre, essas mesas “ocupam a arquitetura de vazios transversais do segundo piso, abertos à paisagem do Aterro”. “Elas tridimensionalizam uma sintaxe de geometria e de display comum a ambos os artistas”, diz. Dentre estes trabalhos sobre as mesas, Daniel Steegmann Mangrané remontará “Mesa com objetos”, diversos objetos de trabalho que o artista tem vindo a recolher entre 1998 – 2015, e Philippe Van Snick apresentará cerca de 20 obras, fotografia, aquarela, desenho e maquetas, produzidos na década de 1970 e obras recentes, produzidas entre 2011 e 2015.

Em paralelo, os artistas farão intervenções nos painéis expositivos do MAM Rio. Philippe Van Snick realizará uma pintura mural in-situ, explorando as relações da arquitetura do MAM-Rio e dos jardins do paisagista Burle Marx, que recentemente vem pesquisando, e Daniel Steegmann Mangrané realizará “Morfogenesis Cripsis” (2015, um trabalho de aquarela e desenho, justapondo formas orgânicas e geométricas). Por fim, “Fôlego” (2014), instalação realizada em colaboração com a flautista Joana Saraiva permite a escuta de um longo fôlego de clarinete, distribuído por sete alto-falantes, em todo o espaço expositivo.

Na Casa Modernista, Philippe Van Snick realiza duas intervenções que exploram o quanto, para ele, a cor da superfície pintada não existe isoladamente como elemento científico, mas antes se descreve pela experiência física e espacial de cada espectador. No piso térreo apresenta “Mexican dream cabin” (2015), uma instalação concebida com base em um repertório de cores primárias e secundárias e formas puras e simples orientadas por ideais dinâmicos e matemáticos, e na área externa do jardim “Sun umbrella” (1979/2015), toldos coloridos que dão um contraponto doméstico e descomprometido à arquitetura moderna da Casa.

Steegmann Mangrané ocupa os quartos do piso superior com “Família moderna” (2015), presenças escultóricas semiorgânicas e semigeométricas que estabelecem ironia com a normatividade do sujeito e ideário modernos, e “Systemic Grid (floor)” (2015), uma instalação de aço ocupando o piso da Casa.

Segundo Marta Mestre, “o projeto, pensado como um diálogo em dois capítulos, visa proporcionar diversos modos de aproximação ao trabalho dos dois artistas, através das arquiteturas de Reidy e de Warchavchik, no Rio e em São Paulo, um repertório moderno, que para os artistas, aparece não como narrativa linear mas na forma de traços ou fragmentos”.

A prática de Daniel Steegmann Mangrané abrange várias mídias e oscila “entre as sutis, poéticas e, no entanto, cruas experimentações que questionam a relação entre habitat e linguagem e os efeitos fenomenológicos desta relação sobre o sujeito”. Embora principalmente conceitual, o trabalho de Steegmann Mangrané exibe uma “forte preocupação com a existência e as características concretas das obras, ativando a linguagem abstrata como um princípio gerador de pensamento, e emprega a ideia de significado instável e de construções desmaterializadas como uma forma de abordar questões relativas ao ‘objeto artístico’”.

Philippe Van Snick é um dos mais importantes artistas belgas, com trajetória iniciada nos anos 1970 com pesquisas conceituais, e que “avança para a pintura para refletir muito além da superfície pintada”. “Cria objetos e esculturas, e serve-se da instalação para examinar, analisar e criar espaço. A força de seu trabalho surge do material visual mínimo que emprega e que reflete um entendimento muito específico e sutil do fazer artístico”, explica Marta Mestre. “A pesquisa de Phillipe Van Snick tem pontos de contato ainda não explorados com alguns dos mais importantes capítulos da arte brasileira contemporânea, como os diálogos do concretismo e do neoconcretismo, protagonizados por figuras de destaque como Roberto Burle Marx, Lygia Clark e Hélio Oiticica”.

Daniel Steegmann Mangrané e Philippe Van Snick
Curadoria de Marta Mestre

Abertura: 5 de setembro de 2015, das 15h às 18h
Em cartaz até 1º de novembro de 2015

Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro
Av Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo 20021-140 Rio de Janeiro, RJ – Brasil.
T +55 (21) 3883 5600
www.mamrio.org.br facebook/museudeartemodernarj
twitter/mam_rio

Horários
ter – sex 12h – 18h | sáb, dom e feriados 12h – 19h
A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação.

Ingressos
Exposições R$12,00 (inclui uma sessão gratuita na cinemateca válida no dia da emissão do ingresso).
Maiores de 60 anos e estudantes maiores de 12 anos R$6,00. Domingos ingresso família até 5 pessoas R$12,00.
Cinemateca R$6,00
Maiores de 60 anos e estudantes maiores de 12 anos R$3,00. GRATUIDADES Amigos do l, crianças até 12 anos e funcionários das empresas mantenedoras e parceiras (mediante apresentação de crachá, com direito a um acompanhante) e quartas após às 15h.

Como chegar Referência: O Museu de Arte Moderna está localizado entre o Monumento aos Pracinhas e o Aeroporto Santos Dumont

Ônibus (linhas e pontos)
Da Zona Sul >> Via Parque do Flamengo: 472 (Leme), 438(Leblon),154 (Ipanema), 401 (Flamengo), 422 (Cosme Velho). Ponto na Avenida Beira Mar em frente à passarela.
Via Aterro: 121, 125 e 127 (Copacabana). Ponto na Avenida Presidente Antônio Carlos em frente ao Consulado da França.
Da Zona Norte >> 422 (Tijuca), 472 (São Cristóvão), 438 (Vila Isabel),401 (Rio Comprido). Ponto na Avenida Presidente Wilson, em frente à Academia Brasileira de Letras.
Da Zona Oeste >> Frescão Taquara-Castelo (via Zona Sul). Ponto mais próximo localiza-se na Avenida Presidente Wilson, em frente à Academia Brasileira de Letras.
Metrô: Estação Cinelândia

Acesso a deficientes Cadeiras de rodas, rampas de acesso até os salões de exposição, elevadores e sanitários especiais.

Estacionamento Pago no local 7h – 22h

Para mais informações acesse http://mamrio.org.br.



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