“Mutações” estabelece um percurso pela obra do artista Matías Duville

(Rio de Janeiro, RJ)

MUTAÇÕES – MATIAS DUVILLE
14 de março à 10 de maio de 2015
Curadoria de Santiago García Navarro



A exposição “Mutações” estabelece um percurso pela obra do artista argentino Matías Duville (Buenos Aires, 1974) a partir de algumas ideais-imagens que, segundo o curador, Santiago G. Navarro, a estruturam quase que por inteiro: mutação, abrigo, intempérie e imaginário. Uma seleção de mais de cem desenhos, pinturas e objetos realizados pelo artista entre 2002 e 2015 permite oferecer uma perspectiva complexa e abrangente dessas questões.

Na obra de Duville, distintas dimensões do subjetivo, aparentemente ausentes, são traduzidas a figurações de espaço, corpo e objeto. As imagens de paisagens, objetos na paisagem (ou no vazio), estruturas arquitetônicas e de engenharia, formas se deslocando, situações de observação, poderiam ser interpretadas como a espacialização de um ponto de vista peculiar sobre os territórios de instabilidade que impactam nos afetos e emoções do nosso presente.

Essas figurações respondem a um conjunto de matrizes recorrentes, das quais Duville aproveita as formas de composição, e que a montagem desta exposição destaca, tomando-as como eixo. Dentre outras: buracos e cavidades, objetos redondos e fechados sobre si mesmos; suportes, canais e veículos de certas forças; corpos em processo de simbiose; corpos, objetos e lugares explodidos ou avariados por impacto (ou tensionados por sua iminência); desdobramentos de coisas que se dissolvem ou volatilizam; solos como leitos ou fundos, ou leitos propriamente ditos (de um rio, do mar).

Na maioria das obras, os elementos que surgem das matrizes muitas vezes se mostram num instante de especial ambiguidade, a ponto de não sabermos em que direção eles se movem, ou que sentido podem vir a cobrar. Na obra de Duville, a ambiguidade é acima de tudo física, material, energética. Graças a seu movimento, cria-se uma morfologia de superfícies, protuberâncias e outras formações, quase todas elas de consistência líquida. São todos processos de mutação.

Mas, quando Duville gera esses espaços-corpos mutantes, gera também imaginários: de bosques e mares, do inverno e do fogo, dos choques, das cabanas, das montanhas. Duville os reduz a seus elementos mais simples e, enquanto se encontra explorando-os, começa a detectar a presença de corpos, seres, coisas factíveis de existir em ambientes menos determinados por nossos códigos culturais e mais abertos a mutações. A partir dos imaginários desmontados, pode ser sugerida a ideia de uma estrutura comum, base de imaginários mais vastos. Também por essa razão, as matrizes criadas por Duville são estruturalmente ambíguas, têm consistência líquida e tendem a oscilar do mesmo jeito que oscila a realidade, à qual, justamente por conta disso, já não deveríamos considerar fantástica.

Com Adrián Villar Rojas, Eduardo Navarro, Eduardo Basualdo, Diego Bianchi, Pablo Acinelli, Tomás Espina e Leandro Tartaglia, dentre outros, Duville integra uma geração de artistas argentinos que ganhou visibilidade internacional a partir da primeira década de 2000, e a maioria dos quais expõe regularmente no Brasil.

Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro
Av Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo 20021-140 Rio de Janeiro RJ Brasil.
T +55 (21) 3883 5600
www.mamrio.org.br facebook/museudeartemodernarj
twitter/mam_rio

Horários
ter – sex 12h – 18h | sáb, dom e feriados 12h – 19h
A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação.

Ingressos
Exposições R$12,00 (inclui uma sessão gratuita na cinemateca válida no dia da emissão do ingresso).
Maiores de 60 anos e estudantes maiores de 12 anos R$6,00. Domingos ingresso família até 5 pessoas R$12,00.
Cinemateca R$6,00
Maiores de 60 anos e estudantes maiores de 12 anos R$3,00. GRATUIDADES Amigos do l, crianças até 12 anos e funcionários das empresas mantenedoras e parceiras (mediante apresentação de crachá, com direito a um acompanhante) e quartas após às 15h.

Como chegar Referência: O Museu de Arte Moderna está localizado entre o Monumento aos Pracinhas e o Aeroporto Santos Dumont

Ônibus (linhas e pontos)
Da Zona Sul >> Via Parque do Flamengo: 472 (Leme), 438(Leblon),154 (Ipanema), 401 (Flamengo), 422 (Cosme Velho). Ponto na Avenida Beira Mar em frente à passarela.
Via Aterro: 121, 125 e 127 (Copacabana). Ponto na Avenida Presidente Antônio Carlos em frente ao Consulado da França.
Da Zona Norte >> 422 (Tijuca), 472 (São Cristóvão), 438 (Vila Isabel),401 (Rio Comprido). Ponto na Avenida Presidente Wilson, em frente à Academia Brasileira de Letras.
Da Zona Oeste >> Frescão Taquara-Castelo (via Zona Sul). Ponto mais próximo localiza-se na Avenida Presidente Wilson, em frente à Academia Brasileira de Letras.
Metrô: Estação Cinelândia

Acesso a deficientes Cadeiras de rodas, rampas de acesso até os salões de exposição, elevadores e sanitários especiais.

Estacionamento Pago no local 7h – 22h

Para mais informações acesse http://mamrio.org.br.



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