Últimos dias | “Cenários” e “Transarquitetônica”, mostras de Vânia Mignone e Henrique Oliveira

(São Paulo, SP)

O MAC USP inaugura, neste sábado 26, duas exposições individuais: “Transarquitetônica”, de Henrique Oliveira, e “Cenários”, de Vânia Mignone.

Sobre “Transarquitetônica”, de Henrique Oliveira:

Henrique propõe uma discussão poética sobre a história da arquitetura, do racionalismo das últimas décadas aos abrigos e cavernas do passado, vencendo o desafio de ocupar os 1600m² do edifício com forte marca da escultura moderna de Oscar Niemeyer.

Serpenteando a série de colunas desenhadas pelo arquiteto, como que desviando de obstáculos, a Transarquitetônica de Henrique Oliveira não se configura como um espaço de travessia, mas como um lugar, um percurso com múltiplas possibilidades que termina onde começou. É um trabalho de arquitetura que reúne escultura e pintura, oferecendo estímulos diversos que o visitante recebe ao percorrer o trabalho.

Para Tadeu Chiarelli, curador da exposição e diretor do MAC USP, “’Transarquitetônica’ recupera a dimensão narrativa presente em alguns (poucos) trabalhos anteriores do artista e, numa proporção que busca o épico, repropõe a fusão entre as mais diversas modalidades artísticas.”

Sobre “Cenários”, de Vânia Mignone:

Através das 58 obras selecionadas, a exposição não se preocupa com a cronologia, mas em acentuar dois aspectos importantes do trabalho de Vânia Mignone: a constituição de um repertório singular de temas e elementos e a passagem que a artista faz da gravura e da colagem em pequeno formato à pintura de grande formato.

Com formação em publicidade e prática de dança contemporânea, Vânia Mignone optou pelas artes visuais seguindo a graduação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com um trabalho em xilogravura sob orientação de Marco Buti. Suas primeiras aparições em mostras em São Paulo aconteceram em meados da década de 1990, nas quais ela apresentou conjuntos delicados de figuras e cenas inusitadas feitas sobre papel-arroz e colagens. Mas era um momento em que a retomada da pintura como meio ganhava ainda mais força e Vânia Mignone não ficou de fora.

Para ela, a pintura é uma continuação do desenho, da gravura e da colagem, por vezes combinando todos esses meios. Em seus trabalhos, enfatizou a crueza e precariedade dos materiais ao trabalhar com placas de MDF e montar suas composições como peças de um tabuleiro. Nesse suporte, criou um repertório de objetos, cenas, personagens, “que parecem ter sido tirados de outdoors publicitários, cenas de filmes ou do circo, mas que habitam outro mundo, de palavras não ditas, episódios interrompidos, como pequenos enigmas cotidianos”, assinala Ana Magalhães, curadora da exposição.

“Transarquitetônica”, de Henrique Oliveira e “Cenários”, de Vânia Mignone
Em cartaz até 30 de novembro
Visitação: terças de 10h a 21h, quarta a domingo de 10h a 18h

MAC USP
Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
São Paulo
T: +55 11 2648.0254
Entrada gratuita



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