Mostra coletiva analisa a relação entre arte e educação com mais de 180 peças

(Rio de Janeiro, RJ)

Por que é importante para a arte estar perto da educação, e vice-versa? Quais os usos sociais dessa relação? Ao acreditar na “necessidade da arte”, ou da educação, que outras necessidades podemos entrever na relação entre ambos?

A exposição “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”, em cartaz no Museu de Arte do Rio (MAR), é uma análise da relação entre arte e educação através de pinturas, fotografias, esculturas, instalações, objetos e documentos.

A exposição, cujo título é uma citação do escritor Rubem Alves, faz parte do projeto Arte e Sociedade no Brasil, iniciado com a exposição “O abrigo e o terreno” (2013) e que dedica-se a pensar a atuação da arte brasileira no campo da alteridade e das relações sociais.

As mais de 180 peças da exposição foram divididas em quatro núcleos:
Dispositivos: estão expostos instrumentos de finalidade educativa e obras que se apropriam de elementos do universo escolar, como as dos artistas Felipe Barbosa e Paulo Meira (foto acima).
Linguagem: a palavra e a língua têm destaque, assim como a caligrafia e suas formas de atribuir expressividade aos signos.
Processos: Em uma instalação, Marilá Dardot cria mapas juntamente ao público. O resultado são livros que integrarão a mostra.
Teorias: discussão das obras de Anísio Teixeira, Paulo Freire e Darcy Ribeiro. Jonathas de Andrade aborda o método de alfabetização de Freire com a série “Educação para adultos”.

Artistas participantes: Abdoulaya M’Boup, Aberrant Architecture, Adriana Varejão, Alberto da Veiga Guignard, Alina Okinaka, Almeida Júnior, Almeida Santos, Ana Miguel, Andrea Lanna, Angela Detanico e Rafael Lain, Anísio Teixeira, Anna Bella Geiger, Anna Linnemann, Arnaldo Antunes, Augusto Malta, Bill Lühmann, Bruno Faria, Chico Pereira, Cinthia Marcelle, Daniel Santiago, Danilo Ribeiro, Darcy Ribeiro, David Ádamo, Dona Januária de Bragança, Elida Tessler, Emmanuel Nassar, Fábio Caffé, Felipe Barbosa, Felipe Cohen, Fernando Lindote e Raul Antelo, Flavio Cerqueira, Francisco Brennand, Francisco Duarte Graça, Francisco Fernandes, Fundação Casa Grande, Grupo Empreza, Güler Ates, Gustavo Speridião, Harad Schultz, Heitor Villa-Lobos, Helô Sanvoy, Hilal Sami Hilal, Hiroshige, Instituto Arte na Escola, Instituto Desiderata, Irmandade do Senhor do Bom Jesus dos Martírios dos Homens Pretos, Ivens Machado, Jarbas Lopes, Jonathas de Andrade, Jorge Menna Barreto, José Damasceno, Josef Albers, Jota Rodriguez, Kunisada II, Leila Danziger, Lenora de Barros, Leon Ferrari, Lívia Flores, Luciana Paiva, Luiz Rosa, Manuel de Andrade de Figueiredo, Marcio Sampaio, Mariam Qiola, Marilá Dardot, Massao Okinaka, Maurício Silva, Mehmet Şahin, Mestre Piranga, Milton Guran, Mira Schendel, Mirian Benetti, Modesto Brosco, Nelson Leirner, Nice Firmeza, Noemisa Batista dos Santos, Nuno Ramos, Oscar Niemeyer, Oscar Pereira da Silva, Paulo Bruscky, Paulo Freire, Paulo Meira, Priscila Monge, Regina de Paula, Ricardo Basbaum, Roberto Winter, Rosana Palazyan, Rosana Ricalde, S. Fuez, Santa-Olalla, Sem-Terrinhas, Tomie Ohtake, Umut Eren, Universidade das Quebradas, Victor Monteiro, Vincent Carelli, Vitor Cesar e Gaziela Kunsch, Walmor Corrêa, Waltercio Caldas, Yoko Ono, Zezinho Yube

“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”, com Ana Miguel, Cinthia Marcelle, Felipe Barbosa, Felipe Cohen, Grupo Empreza, Gustavo Speridião, Jonathas de Andrade, Lenora de Barros, Luciana Paiva, Marilá Dardot, Paulo Meira, Regina de Paula e Roberto Winter
Em cartaz até 11 de janeiro de 2015
Visitação: terça-feira a domingo, das 10h às 17h

Museu de Arte do Rio (MAR)
Praça Mauá, 15 – Zona portuária
55 21 3031 2741



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